As bolsas européias operam em forte baixa nesta manhã, acompanhando as pesadas perdas registradas pelas bolsas na Ásia, com temores sobre os potenciais efeitos de uma prolongada e profunda recessão.

Nesse sentido, o índice IFO, sobre o sentimento do empresariado alemão, caiu em outubro para o menor nível desde maio de 2003, a 90,2, abaixo das estimativas de 90,6.

Tais preocupações com a economia mantêm o dólar valorizado. Mas a valorização do iene foi um dos motivos das perdas em Tóquio e levou o G-7 a divulgar um comunicado de emergência alertando para o risco da valorização excessiva da moeda japonesa. No entanto, não houve resposta e o iene segue em alta.

Por volta das 9h (de Brasília), Londres caía 4,51%; Frankfurt cedia 4,01% e Paris operava em baixa de 6,19%.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 6,4%, no menor nível em 26 anos. As demais bolsas asiáticas também fecharam em baixa relevante.

Hong Kong perdeu mais de 12%, mas a bolsa sul-coreana inverteu a direção de baixa e fechou em alta de 0,8%, respondendo ao inesperado e maior corte de juro feito no país. O dólar caía 1,83% para 92,51 ienes e o euro era negociado em baixa de 1,30% a US$ 1,2457.

Os mercados acionários no mundo continuam prejudicados pelas preocupações de que, apesar dos esforços coordenados dos governos de vários países para energizar seus respectivos setores bancários, a economia global encontra-se debilitada e permanecerá assim durante algum tempo.

"O foco nesta semana continuará nos acontecimentos dos mercados de crédito, com um elevado nível de incerteza e de volatilidade ditando as tendências dos mercados financeiros", disse o economista do Lloyds TSB em Londres, Kenneth Broux.

A tensão nesta manhã na Europa foi complementada por alguns fracos balanços divulgados e pelo anúncio de que o governo belga socorreu o banco e seguradora KBC, com 3,5 bilhões de euros (US$ 4,34 bilhões). As ações do banco perderam 14%. Na Holanda, a companhia de entregas TNT informou queda de 32% em seu lucro líquido do terceiro trimestre e suas ações caíram 11%.

Na Alemanha, as ações do Deutsche Postbank perderam 15%, depois de informar prejuízo no terceiro trimestre e anunciar emissão de ações; enquanto os papéis da Munich Re cederam 11%, em reação às declarações do membro de seu conselho, Ludger Arnoldussen, de que prevê substancial aumento nas taxas dos contratos que estão para ser renovados, diante da erosão do capital dos emissores primários durante a crise financeira.

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