Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolsas enfrentam mais uma sexta-feira negra

As bolsas passaram por mais um dia negro nesta sexta-feira, com fortes derrubadas na Ásia, na Europa e nas Américas, em um ambiente de alerta com o contágio da crise financeira para a economia real.

AFP |

No aniversário da "quinta-feira negra" de 1929, "a melhor palavra para descrever o que está acontecendo neste momento é pânico", estimou o estrategista Satoru Ogasawara, do Crédit Suisse.

Wall Street conseguiu limitar as perdas da abertura durante a sessão, da mesma forma que as bolsas européias no fechamento.

No encerramento dos pregões europeus, a Bolsa de Londres caiu 5%, Frankfurt, principal mercado da zona do euro, perdeu 4,96%, Paris recuou 3,54% e Madrid, 5,2%. A Bolsa de Milão fechou em queda de 5,61%.

Arrastada pelo movimento de pânico iniciado nos mercados asiáticos e europeus, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York perdia 2,89% até as 15H50 GMT desta sexta-feira, enquanto o Nasdaq, índice dos valores tecnológicos, recuava 1,51%, limitando também as fortes perdas da abertura.

Na mesma hora, o principal índice de São Paulo, o Ibovespa, caía 6,07%, enquanto a Bolsa do México operava com -3,93%.

Em Moscou, as duas bolsas suspenderam suas operações até terça-feira, após a forte derrubada de seus índices, o RTS (cotado em dólares) e o Micex (em rublos), que perdiam mais de 13% na sessão desta sexta.

Outra vítima da crise, o euro continuou perdendo valor em relação à moeda americana, chegando a cair abaixo da barreira de 1,25 dólares, negociado a 1,2497 às 09H30 GMT, pela primeira vez desde outubro de 2006.

Em movimento oposto, o iene alcançou seu nível mais alto frente ao dólar em 13 anos, cotado a 93,80 por dólar. O temor da recessão na zona do euro e nos Estados Unidos empurrou os investidores para uma moeda considerada segura.

Esta espetacular alta do iene e as expectativas negativas de resultados de grandes empresas japonesas provocaram uma forte queda de 9,60% na Bolsa de Tóquio. O principal índice do mercado financeiro japonês perdeu 12,02% em uma semana, chegando a -32,08% desde 1º de outubro.

Pior ainda foi a Bolsa de Seul, que despencou 10,6% depois que o grupo Samsung Electronics anunciou uma redução de 44% de seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2008.

Todas as bolsas asiáticas fecharam no vermelho nesta sexta-feira: Bombaiam perdeu 10,96%, Hong Kong, 8,3%, Cingapura, 8,33%, Bangcoc, 6,96%, Jacarta, 6,9%, Taipei, 3,19%, Sydney, 2,6%, Wellington, 1,03% e Xangai, 1,92%.

Em uma reunião de emergência em Viena, muito esperada por mercados e investidores, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu nesta sexta-feira que reduzirá suas produção em um milhão e meio de barris diários a partir de novembro.

Mesmo com este anúncio, os preços do cru continuaram caindo, chegando a cerca de 61 dólares em Londres e 63 dólares em Nova York, sob o impacto da crise financeira e da recessão.

Durante a manhã desta sexta-feira, o Escritório Nacional de Estatísticas britânico informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido registrou no terceiro trimestre sua primeira contração em 16 anos (-0,5%), reavivando o temor de que o país entre em recessão.

Contudo, o setor mais emblemático do contágio da crise financeira na economia real é o automotivo. As duas gigantes francesas do automóvel, PSA Peugeot-Citroën e Renault, anunciaram severos cortes em sua produção, enquanto as suecas Volvo e Scania admitiram uma freada "brutal" de suas atividades.

Em meio a este panorama sombrio, os valores do setor foram a pique.

Em Paris, a ação da Renault perdeu 12,55%, enquanto em Frankfurt a Daimler caiu 5,92% e Volkswagen, 7,93%. Em Milão, a ação da Fiat, maior montadora italiana, precisou ser suspensa para frear sua derrubada.

bur/ap/sd

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG