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Bolsas emergentes ainda podem cair 10%, aponta Merrill Lynch

SÃO PAULO - As bolsas de valores de mercados emergentes já perderam mais de 20% de seu valor desde o começo do ano, mas para o banco de investimentos Merrill Lynch ainda há espaço para uma queda adicional de outros 10% no curto prazo.

Valor Online |

Esse potencial de baixa leva em consideração as fugas de capital, os problemas de crédito com bancos norte-americanos e europeus e os riscos de crescimento da China. Dentro desse cenário, a recomendação do banco é ficar bem protegido no curto prazo.

No entanto, os analistas do Merrill Lynch avaliam que essa nova rodada de baixa deve ser encarada com uma grande oportunidade de compra. "Somos compradores nessa fraqueza do segundo semestre", diz o texto de um relatório divulgado pelo banco.

Para aproveitar o preço atrativo, o banco recomenda duas estratégias: retomar as compras de ativos relacionados à demanda doméstica dos emergentes; e buscar o que banco chama de baby BRIC - empresas de baixa e média capitalização com dinheiro em caixa e relacionadas a setores bem fundamentados.

O Merrill Lynch também reforça sua recomendação de que o crescimento, a liquidez e o crédito serão características dos emergentes durante os próximos anos.

No entanto, esse potencial de alta será limitado enquanto as expectativas de crescimento mundial não apontarem para cima ou as taxas de juros dos próprios emergentes começarem a cair.

No relatório, o banco reafirma a recomendação overweight - acima da média de mercado - para o Brasil e também eleva a China a tal classificação. Já a Rússia foi rebaixada para neutro. Segundo o Merrill Lynch, apesar do preço atrativo das ações, a alta da inflação e algumas políticas pouco convencionais pedem maior cautela com esse país.

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