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Bolsas dos EUA vão ao menor nível em 5 anos e meio

As bolsas de valores dos Estados Unidos despencaram para o menor nível em cinco anos e meio ontem, enquanto investidores se preparavam para uma longa desaceleração econômica e executivos do setor automobilístico previam uma grande calamidade se não houver ajuda do governo. O índice Dow Jones teve forte queda de 5,07%, a 7.

Agência Estado |

997 pontos. O Standard & Poors 500 despencou 6,12%, a 806 pontos. O Nasdaq tombou 6,53%, a 1.386 pontos.

Essa foi a primeira vez que o índice Dow Jones fechou abaixo dos 8 mil pontos desde 31 de março de 2003, quando fechou com 7.992 pontos. O S&P 500 e o Nasdaq ultrapassaram as mínimas da última semana, que marcavam os níveis mais baixos em mais de cinco anos.

Além da pressão das montadoras, o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que apresentou queda de 1% em outubro, também contribuiu para derrubar as bolsas. Outro de destaque negativo do dia foi a queda de 4,5% do número de construções de residências iniciadas em outubro, para o recorde de baixa de 791 mil. Na comparação anual, as construções iniciadas ficaram 38% abaixo do nível de outubro de 2007.

MONTADORAS

As ações da General Motors derreteram para o menor nível em 66 anos e as da Ford atingiram a mínima em 26 anos, mas as perdas se espalharam para além do setor automobilístico.

As ações financeiras tiveram quedas porcentuais de dois dígitos com o esfacelamento do mercado comercial real despertando temores de uma nova onda na crise de crédito.

No fim da sessão, o Federal Reserve cortou suas projeções de crescimento para 2009, ajudando a criar uma onda de vendas que continuou até o encerramento da sessão. "Estamos testemunhando a pior crise do mercado da vida da maioria das pessoas", disse David Bianco, estrategista-chefe da UBS.

"As pessoas parecem gostar de contar umas para as outras o quão ruim as coisas vão ficar, levando si mesmas a um frenesi. Está começando a ficar patético", completou Bianco.

"É doloroso", disse Howard Silverblatt, analista sênior da Standard & Poors. "Tem muita gente que tirou muito dinheiro. Eles estão esperando. Ouço o mesmo comentário durante todo o dia: Onde posso me esconder?"

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