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A perspectiva da aprovação de uma nova versão do plano de socorro financeiro elaborado pelo governo americano e a procura de bons negócios impulsionaram as Bolsas de todo o mundo nesta terça-feira, um dia após a tempestade que provocou a pior queda da história em Wall Street.

A Bolsa de Nova York se recuperou claramente, mas não conseguiu neutralizar a perda sofrida na véspera: Dow Jones ganhou 4,68% e o Nasdaq, 4,97%, o que contribuiu para a alta nos mercados europeus, onde as ações têm sofrido com uma montanha russa nos últimos dias, em meio à crescente crise financeira.

A Bolsa de Londres fechou em alta de 1,74%, a 4.902,45 pontos; Paris ganhou 1,99%, a 4.032,10; Frankfurt subiu 0,41%, a 5.831,02; Madri avançou 0,38% e Bruxelas progrediu 3,19%.

Na América Latina, São Paulo ganhou 7,63%, México, 3,9% e Bogotá, 1,19%.

Já as Bolsas asiáticas caíram hoje, especialmente Tóquio, que perdeu 4,1% e ficou em seu pior nível em três anos.

Sidney recuou 4,3% e Taipé, 3,55%; mas Hong Kong fechou em alta de 0,8%, após cair até 6% durante o pregão.

Segundo os operadores, a esperança de que o plano seja finalmente aprovado aumentava hoje, especialmente porque os esforços dos Bancos centrais para reativar a confiança nos mercados financeiros parecem não dar resultado.

O presidente americano, George W. Bush, declarou hoje que a rejeição da Câmara de Representantes ao plano de resgate financeiro não é o fim dos esforços para a aprovação do projeto e destacou que a medida é fundamental para a economia americana.

"A realidade é que estamos em uma situação de urgência, e as conseqüências serão cada dia piores se não agirmos", advertiu o presidente em um discurso na Casa Branca.

"Porém, prometo aos cidadãos americanos e aos cidadãos do mundo que este não é o fim do processo legislativo. Minha administração continuará trabalhando estreitamente com os dirigentes dos dois partidos no Congresso".

Julia Coronado, analista do banco britânico Barclays, destacou que os legisladores americanos dos dois partidos já indicaram que retomarão as negociações e que esperam aprovar um projeto de lei antes do final de semana".

O banco franco-belga Dexia se tornou hoje a última instituição financeira a ser resgatada. Dexia foi parcialmente nacionalizado pelos governos de França, Bélgica e Luxemburgo, após receber uma injeção de 6,4 bilhões de euros.

Os mercados especulam agora sobre a possibilidade de que vários bancos centrais anunciem um corte coordenado das taxas de juros para impedir a falta de crédito.

Na segunda-feira, antes do anúncio da rejeição do plano no Congresso, as Bolsas européias desabaram devido ao contágio da crise financeira nos bancos do velho continente.

Após a queda do plano, na véspera, o índice Dow Jones também afundou 777,68 pontos (-6,98%) e fechou a 10.365,45 unidades, sua maior queda em pontos da história.

lbc/LR

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