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Bolsas desabam com medo de recessão

O pânico voltou ontem aos mercados financeiros. Dessa vez, a justificativa não foi o medo de quebra de algum grande banco americano ou europeu, mas o risco de que a recessão nos países desenvolvidos seja mais profunda - e longa - do que se imaginava.

Agência Estado |

Os principais índices da Bolsa de Nova York tiveram as maiores quedas, em termos porcentuais, desde o crash de 1987.

O mais tradicional, o Dow Jones, caiu 7,87%, enquanto o S&P 500, que reúne as maiores indústrias do país, desabou 9,03%. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) seguiu a tendência e despencou 11,39%, maior perda desde 1998. Às 14h25, a bolsa foi obrigada a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe o pregão quando a queda do indicador ultrapassa 10%. No ano, o Ibovespa perde 42,3%.

"Hoje (ontem), sem dúvida, foi o pior dia da bolsa para a nossa geração de analistas", disse o estrategista de renda variável da Infinity Asset Management, George Sanders, que trabalha no mercado desde 1988. "A queda foi constante. Só ouvíamos ordens de venda."

O dólar subiu 3%, para R$ 2,165, embora o Banco Central (BC) tenha vendido mais de US$ 2 bilhões em dois tipos de operação - uma com compromisso de recompra e outra dos chamados swaps cambiais. As bolsas da Ásia abriram o dia de hoje com pesadas perdas. Tóquio caía 10% no início do pregão.

O número que detonou o pessimismo foi divulgado pelo Departamento de Comércio dos EUA. As vendas no varejo recuaram 1,2% em setembro, o pior desempenho em três anos. "Já se esperava uma retração da economia americana no segundo trimestre. Os dados do comércio fizeram com que a expectativa seja de um resultado ainda pior", explicou o economista-chefe do Banco WestLB, Roberto Padovani.

A maioria dos especialistas ainda mantém a avaliação de que o pior da crise de confiança no sistema financeiro ficou para trás. "Mas isso não significa que a volatilidade acabou", observou a economista-chefe do Banco Fibra, Maristela Ansanelli.

Para Lika Takahashi, estrategista da Fator Corretora, a crise terminará quando houver melhora no segmento onde começou: o mercado imobiliário dos EUA. "Os preços dos imóveis continuam caindo", disse.

Para Padovani, a crise passou para um segundo estágio, relacionado ao desempenho da economia real. "É uma fase mais normal, na qual é um pouco mais fácil definir os preços dos ativos."

Ainda assim, começam a surgir informações nos EUA segundo as quais fundos hedge (os mais arriscados) podem enfrentar problemas. "Alguns fundos hedge pararam de operar", disse à agência Dow Jones um executivo de uma corretora. Em 1998, a quebra do Long Term Capital Management (LTCM) fez o banco central americano (Fed) convocar um pool de bancos para evitar uma contaminação do sistema. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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