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Bolsas de NY seguem em baixa com setor financeiro

Os principais índices de ações do mercado norte-americano seguem em baixa acentuada, com as continuadas preocupações relacionadas ao setor financeiro pesando sobre o sentimento do mercado. O indicador de vendas de imóveis usados divulgado nesta manhã falhou em acalmar o nervosismo do investidor.

Agência Estado |

"O estresse financeiro ainda está permeando os sistemas financeiros globais" apesar dos agressivos cortes no juro promovidos pelo Fed, segundo analistas do Action Economics.
Os investidores estão em alerta contra um possível rebaixamento do rating da gigante companhia de seguros AIG pela agência Fitch Ratings devido as incertezas sobre uma revisão dos negócios que a companhia pretende completar em setembro. Além disso, os analistas do Credit Suisse rebaixaram sua expectativa de lucro para a AIG para um prejuízo de US$ 0,86 por ação no terceiro trimestre, comparado com a previsão anterior de um lucro de US$ 0,13 por ação. Eles também rebaixaram a meta de preço para a ação da AIG de US$ 30,00 para US$ 22,00. Há pouco, as ações da seguradora recuavam 5,44%.

Muitos investidores também continuam a se preparar para um possível socorro federal para as problemáticas agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Há pouco, as ações da Freddie disparavam 19%, depois da companhia ter realizado com sucesso um leilão para vender US$ 2 bilhões em títulos de curto prazo hoje, embora pagando um pesado prêmio. Os investidores demandaram um rendimento (yield) de 2,597% pelos títulos de três meses, com vencimento em 24 de novembro, ante rendimento de 2,49% pagos pela companhia uma semana antes. As ações da Fannie Mae registravam, há pouco, um ganho de 13,80%.

A demanda pela emissão da Freddie foi forte, com as ofertas superando o volume oferecido em mais de três para um. "As pessoas estão caçando yield e, apesar do que acontece nos mercados, eles viram uma boa oportunidade", disse Will Aston-Reese, vice-presidente da Tradition Asiel Securities.

A venda bem sucedida de títulos de curto prazo ajudou a aliviar as preocupações de que as agências podem enfrentar problemas de financiamento, uma vez que elas têm US$ 225 bilhões em dívida que precisam ser refinanciadas até o final de setembro. A maior parte daquela dívida é em títulos de curto prazo.

Entre outras notícias do dia, os analistas do Morgan Stanley rebaixaram sua meta de final do ano para o índice S&P-500 para 1.300 pontos, o que significaria que o índice permanecerá quase estável no restante do ano.

Às 16h49 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 241 pontos (2,08%), o Nasdaq recuava 46 pontos (1,95%) e o S&P-500 registrava uma queda de 24 pontos (1,90%). As informações são da Dow Jones.

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