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Bolsas de NY recuam mais de 4% após comentários de Paulson e Best Buy

SÃO PAULO - As bolsas de Nova York fecharam em queda acentuada nesta quarta-feira, acumulando o terceiro pregão consecutivo de perdas. A justificativa de hoje veio de comentários de Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA, que explicou que o pacote de salvamento da crise financeira não vai mais ser usado para compra de ativos podres de instituições financeiras.

Valor Online |

Segundo ele, passa a ser prioritário agora ajudar a aquecer o crédito ao consumo e negociar facilidades para o pagamento de hipotecas.

O Dow Jones fechou aos 8.282 pontos, em queda de 4,73%. O Standard & Poor´s 500 cedeu 5,19%, para 852 pontos. O eletrônico Nasdaq fechou com perda de 5,17%, para 1.499 pontos.

No âmbito corporativo, o mercado também não gostou das previsões da Best Buy, uma das maiores varejistas do país, de que o lucro deve diminuir neste ano, devido ao clima ruim para consumo no país.

Segundo a companhia, o lucro do ano encerrado em fevereiro pode ficar abaixo de US$ 2,30 por ação. A previsão do mercado era de US$ 3,04 de ganho por ação no período. As ações da empresa fecharam com baixa de 8%, a US$ 21,97.

O entendimento dos agentes é de que os problemas trazidos pela crise financeira estão chegando muito rápido à ponta de consumo. Adicionalmente, as ações da American Express tombaram mais 10% nesta sessão após a companhia anunciar que pode precisa de ajuda financeira do governo. Os papéis da companhia de cartões cederam 10,49% (US$ 20,05).

As ações da General Motors (GM) subiram em meio a expectativas de ajuda governamental ao setor automobilístico. As ações da Ford subiram 2,22% (US$ 1,84) e as da GM avançaram 5,48% (US$ 3,08)
(Valor Online, com agências internacionais)

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