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Bolsas de NY oscilam com queda do petróleo e imóveis

As Bolsas de Nova York operam com volatilidade desde a abertura do pregão regular, com comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, dando um breve alívio às preocupações com o mercado de crédito. A queda expressiva do petróleo ajuda a segurar um declínio maior dos índices de ações, mas o relatório sobre vendas pendentes de moradias trouxe mais evidências sobre o enfraquecimento do mercado imobiliário.

Agência Estado |

Às 12h14 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,15%, o Nasdaq avançava 0,26% e o S&P 500 recuava 0,04%. O índice S&P 500 chegou a encostar no território de "bear market" (mercado com tendência de baixa), abaixo dos 1.249 pontos, mais de 20% abaixo do pico registrado em outubro.

No horário, o petróleo exibia queda de 3,76%, a US$ 136,05 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). O comportamento da commodity favorece as ações ligadas ao consumo e outros setores economicamente sensíveis, como o financeiro, mas prejudica os papéis de energia e empresas de matérias-primas.

As ações da Office Depot despencavam 33% depois que a empresa informou que suas vendas em lojas abertas há mais de um ano na América do Norte, no segundo trimestre, caíram 10%.

Os papéis da Alcoa cediam 5,93%, sendo a maior queda do índice Dow Jones. A empresa dá início informalmente à temporada de divulgação de balanços hoje. Os analistas prevêem que a companhia informará um lucro de US$ 0,68 por ação no segundo trimestre, 16% abaixo do obtido em igual período do ano passado.

O setor financeiro segue como foco de preocupação dos investidores, após o banco Lehman Brothers ter alertado ontem que as agências hipotecárias norte-americanas Freddie Mac e Fannie Mae precisarão, juntas, de até US$ 75 bilhões, para se adequar às novas normas contábeis. Hoje, porém, o órgão regulador norte-americano Ofheo disse que as agências hipotecárias estão adequadamente capitalizadas.

O Wachovia revisou para baixo sua projeção de lucro para o segundo trimestre do Merrill Lynch, prevendo agora prejuízo de US$ 2,16 por ação.

Em discurso no Estado norte-americano de Virginia, Bernanke disse que os bancos de investimento devem ganhar permissão para acessar linhas de crédito emergencial do Federal Reserve no próximo ano. "Estamos monitorando de perto
os desdobramentos do mercado financeiro e considerando várias opções, inclusive estender nossas linhas de crédito para primary dealers para além do final deste ano se as atuais, e exigentes, condições de mercado continuarem prevalecendo no mercado de financiamento aos dealers".

Os comentários deram impulso momentâneo às Bolsas, junto com a deslizada do petróleo. Mas o relatório que mostrou que as vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA caíram 4,7% em maio em relação a abril, ante expectativa de queda de 2,8%, pesou no humor dos investidores. As informações são da Dow Jones.

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