As Bolsas americanas abriram o pregão de hoje em alta, em meio à expectativa com a reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que começa hoje e termina amanhã. Às 11h35, o índice Dow Jones avançava 2,57%. O Nasdaq ganhava 2,93% e o S&P 500 subia 2,77%.

A expectativa majoritária no mercado é de corte de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros nos EUA, para 1% ao ano. O Fed dificilmente faz anúncios no primeiro dia, mas, depois do corte de juros coordenado deste mês com outros bancos centrais, os operadores estão especialmente atentos para uma possível decisão antecipada.

Alguns analistas, no entanto, continuam céticos com um movimento de recuperação em um mercado ainda volátil. "Eu não tenho certeza da razão por trás dessa valorização, exceto o fato de que houve uma forte queda no fechamento ontem. Muito do movimento hoje é uma correção de ontem", disse a analista técnica Kate Stockton, da MKM Partners.

Na agenda macroeconômica, os principais destaques do dia são o índice de atividade industrial do Fed de Richmond e o de confiança do consumidor do Conference Board, ambos às 12 horas (de Brasília). O índice de preços de imóveis da S&P/Case-Shiller para dez grandes regiões metropolitanas apontou uma queda recorde de 17,7% em agosto em comparação com igual mês do ano passado, e de 1,1% ante julho. O índice para 20 regiões caiu 16,6% em agosto ante agosto de 2007, também um recorde, e 1% frente a julho.

No campo corporativo, a fabricante de eletrodomésticos Whirlpool subia 0,44% no pré-mercado. Afetada pela crise, a empresa registrou queda de 6,9% de seu líquido no terceiro trimestre, reduziu previsões de resultado para o ano e disse que planeja cortar 5 mil empregos até o final de 2009. A siderúrgica US Steel subia 2,76%. Embora o grupo tenha registrado resultado no terceiro trimestre melhor que as previsões, prevê queda do lucro nos próximos meses.

General Motors subia 5,9% com a notícia de que o Departamento de Energia está trabalhando para conceder empréstimos de US$ 5 bilhões à empresa, que poderiam ajudá-la a fundir-se com a Chrysler. Boeing disparava quase 10%. A fabricante de aviões fechou um acordo de quatro anos com líderes da Associação Internacional de Maquinistas e Trabalhadores Aeroespaciais, pondo fim a uma greve de mais de sete semanas.

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