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As Bolsas de Nova York operavam em forte alta por volta de 13h, com os mercados americanos repercutindo positivamente os acordos anunciados pelo grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G-7) em Washington, e pelas 15 nações européias que integram a zona do euro, em Paris, no intuito de estimular o sistema bancário.

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Na semana passada, o índice Dow Jones registrou o pior desempenho semanal em 112 anos de história. Às 13h (de Brasília), o índice Dow Jones subia 6,32%, o Nasdaq-100 tinha alta de 6,45%.

Já as principais bolsas europeias fecharam com elevada valorização nesta segunda-feira, recuperando parte das perdas de mais de 20% registradas na semana passada. O FTSE-100 de Londres fechou com alta de 7,51%. O DAX, de Frankfurt, avançou 11,34% e o CAC-40 de Paris ganhou 11,17%.

Na última sexta-feira (dia 10), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, apresentou mais detalhes sobre seus planos de comprar ações de bancos, enquanto os ministros de finanças do G-7 e diretores de bancos centrais exortaram seus membros a adotar as medidas que forem necessárias para restaurar a confiança nos mercados.

Ontem, em Paris, os líderes dos 15 países da zona do euro concordaram com um plano de ação que irá garantir os empréstimos interbancários até 2009 e permitir que os governos comprem ações de companhias financeiras em dificuldades.

Hoje, foi a vez de o Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês) e o Banco Nacional da Suíça (o BC suíço) afirmarem que irão emprestar quantias ilimitadas de recursos para os bancos. O Reino Unido vai injetar também US$ 63 bilhões em três bancos e a Alemanha apresentou seu próprio plano de recapitalização, de US$ 107 bilhões.

Ações

As ações do Morgan Stanley estarão entre os destaques no pregão de hoje em Wall Street. O banco conseguiu fechar um acordo de US$ 9 bilhões que dará ao japonês Mitsubishi UFJ Financial Group uma fatia de 21% no grupo americano, mas os termos foram revisados - o Morgan venderá apenas ações preferenciais (PN), em vez de um mix de ações PN e ordinárias (ON) previsto no acordo original. As ações do Morgan disparavam 39% no pré-mercado em Nova York.

Ainda no setor financeiro, Sovereign Bancorp subia 16%, após o espanhol Santander confirmar que está em negociações para comprar a fatia de 75% que ainda não possui na instituição financeira.

No setor automobilístico, a montadora General Motors (GM) ganhava 19% e Ford, 20%. Segundo o Wall Street Journal, a GM manteve negociações exploratórias sobre fusão com a Chrysler e a Ford. Esta manhã, a GM anunciou que está antecipando para 23 dezembro deste ano a data de fechamento de uma fábrica de utilitários esportivos nos EUA, em resposta às vendas fracas. O plano anterior era fechar a unidade somente em 2010. 

Europa

O Reino Unido confirmou a injeção de US$ 63 bilhões em seus bancos em dificuldade. Ainda na manhã de hoje, outros países, como a Alemanha, deverão dar detalhes de como irão agir contra a crise.

Em Londres, as ações de companhias ligadas a matérias-primas (commodities) subiam, beneficiadas pela valorização dos contratos de metais industriais. Na Alemanha, as siderúrgicas também subiam. As petrolíferas avançavam, em uma manhã em que os contratos futuros de petróleo disparam mais de 4%, tanto em Londres quanto em Nova York.

Os bancos, no entanto recuavam em Londres. Lloyds caía 6% e HBOS, 25%. O primeiro reduziu sua oferta total em ações pelo segundo para 7 bilhões de libras, contra os cerca de 9,5 bilhões de libras originais. Royal Bank of Scotland (RBS) recuava mais de 8%. Seu executivo-chefe, Fred Goodwin, deixou o cargo, com o anúncio de que a instituição financeira está tomando uma linha de crédito de 20 bilhões de libras do governo britânico.

O RBS vai procurar os investidores para levantar 15 bilhões por meio de uma oferta de ações, totalmente subscrita pelo Tesouro.

Segundo analistas, a queda de seus papéis e também das ações do HBOS se deve ao fato de que os acionistas parecem relutantes à idéia de assumir uma fatia extra nos bancos, tendo em vista o envolvimento do governo.

Nas outras praças européias, no entanto, os bancos eram beneficiados pelos anúncios do fim de semana, que sinalizaram o empenho dos governos para enfrentar a crise e descongelar o crédito. O alemão Commerzbank saltava 17%.

O espanhol Santander ganhava 8%, em meio à notícia de que pretende comprar a fatia de 75% que ainda não possui no banco de poupança americano Sovereign Bancorp.

No setor automobilístico, o destaque era a alta de mais de 10% da alemã Daimler, ajudada por notícias publicadas durante o fim de semana de que a General Motors (GM) e a Chrysler mantiveram negociações exploratórias sobre uma possível fusão. A Daimler ainda possui 20% da Chrysler, a terceira maior montadora americana.

(Com Agência Estado e Valor Online)

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