O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, aprofundou as perdas do dia na última hora de negócios, acompanhando a deterioração do mercado acionário americano. Às 16h59, na mínima do dia até então, o Ibovespa perdia 14,81%, aos 35.

411 pontos. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em queda de 7,87%, a maior desde outubro de 1987, segundo informações preliminares. O Nasdaq perdeu 8,47% e o S&P-500 declinou 9,04%.

Se o índice da Bolsa paulista tivesse recuado 15% antes das 17 horas, ou seja, no mínimo meia hora antes do encerramento do pregão, o circuit breaker seria acionado pela segunda vez no dia, interrompendo os negócios. Entre as 14h25 e as 14h55, a Bovespa já esteve parada, depois que o índice cedeu 10%.

Na última meia hora de pregão, contudo, os negócios não podem mais ser interrompidos, independentemente do nível de queda do Ibovespa. Às 17h13, entretanto, as perdas diminuíam para -13,82%.

O circuit breaker é o mecanismo utilizado pela Bovespa que permite, na ocorrência de movimentos bruscos de mercado, o amortecimento e o rebalanceamento das ordens de compra e de venda. Esse instrumento constitui-se em uma "proteção" à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado.

Bovespa estendeu excepcionalmente hoje o horário do pregão regular da Bovespa até as 17h30, em razão do acionamento do mecanismo de circuit breaker às 14h25, com interrupção dos negócios na Bolsa paulista por meia hora, e das regras para cálculo do valor de liquidação de operações com contratos futuros de índice e opções sobre índice cujos vencimentos ocorrem hoje.

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