SÃO PAULO - Em pregão de forte volatilidade, as bolsas de Nova York se recuperaram no final dos negócios e fecharam em alta. O humor foi conduzido em boa parte do dia pelo pessimismo com dados econômicos, mas os negócios também refletiram a expectativa de que o governo dos EUA deve mais uma vez apoiar o setor bancário, que voltou a ser fonte das mais recentes preocupações.

O Dow Jones fechou com alta de 0,15%, aos 8.212 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 0,13%, para 843 pontos. O Nasdaq encerrou aos 1.511 pontos, com desvalorização de 1,49%.

Notícias de que o Bank of America precisa de ajuda financeira adicional do governo devolveu o temor aos investidores, o que fez o Dow Jones tombar para baixo de 8 mil pontos durante o pregão. Além disso, há desconforto dos agentes em relação à possibilidade de o Citigroup continuar vendendo suas operações e ativos a fim de fazer caixa.

Mais cedo, os agentes tomaram nota de um novo aumento dos pedidos de seguro-desemprego, levando a média das últimas quatro semanas a um patamar 55% maior do que a média apurada em igual período do ano anterior.

A reversão de trajetória veio com rumores de que o Senado americano pode votar, ainda hoje, a autorização para uso da segunda parcela de US$ 350 bilhões do plano de socorro financeiro ao setor bancário. Os investidores se animaram com a possibilidade de dinheiro adicional para estabilizar o setor bancário.

Entre os destaques, as ações do Bank of America reduziram a baixa nos momentos finais do pregão, mas fecharam com perda de 18,43% (US$ 8,32) e os papéis do Citigroup tombaram 15,45% (US$ 3,83).

A recuperação foi liderada por papéis que já tinham perdido muito, como os da Alcoa, que fecharam em alta de 3,77% (US$ 9,37), da Home Depot, que ganharam 4,11% (US$ 22,81), e da DuPont, que subiram 1,79% (US$ 2,85) 

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