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Bolsas de NY fecham em direções divergentes após Fed

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em leve alta e o Nasdaq e o S&P-500 em baixa

AE |

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em leve alta e o Nasdaq e o S&P-500 em baixa. No caso do S&P-500, foi o terceiro dia consecutivo de quedas. O dia foi marcado pela divulgação de um indicador surpreendentemente fraco (as vendas de imóveis residenciais novos nos EUA, que caíram 32,7% em maio) e pelo final da reunião de dois dias do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

"O Fed obviamente pensa que tem muito espaço para manter as taxas de juro baixas. A diferença crucial no comunicado é o comentário de que o que está acontecendo na Europa está restringindo o crescimento econômico", comentou John Apruzzese, da Evercore Wealth Management.

Entre as componentes do Dow, os destaques positivos foram Boeing (+1,77%) e JPMorgan Chase (+1,46%). As da General Electric perderam 2,53%. No setor de energia, as ações da Chevron caíram 2,35% e as da ExxonMobil recuaram 1,36%, depois de o secretário de Energia dos EUA, Ken Salazar, dizer que o governo do país poderá decretar uma nova moratória sobre a perfuração de novos poços de petróleo em águas profundas.

O índice Dow Jones fechou em alta de 4,92 pontos (0,05%), em 10.298,44 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 7,57 pontos (-0,33%), em 2.254,23 pontos. O S&P-500 fechou em baixa de 3,27 pontos (-0,30%), em 1.092,04 pontos.

O comunicado do Fed "contém uma linguagem extremamente frouxa no que diz respeito á inflação e a economia. Parece que eles estão preocupados com a possibilidade de deflação no futuro. Os investidores estão tomando nota da nova visão de inflação do Fed e estão comprando ao longo de toda a curva de juros", comentou Tom di Galoma, chefe de operações com Treasuries da Guggenheim Partners.

Em seu comunicado, o Fed mostrou mais cautela do que na reunião anterior ao falar sobre a recuperação da economia; os formuladores da política monetária também escreveram que as condições financeiras estão dando menos sustentação ao crescimento econômico, por causa da crise das dívidas europeias. Para Tony Crescenzi, gerente de carteira da Pacific Investment Management (Pimco), o fato de o Fed ter mencionado o aperto nas condições financeiras faz crescer a probabilidade de que as taxas de juro sejam mantidas baixas por mais tempo. "Embora isso não seja uma surpresa completa, é notável que o Fed tenha feito comentários sobre as tendências de curto prazo nos mercados financeiros; é um reconhecimento 'de facto' de que os movimentos se relacionam com influências de longo prazo, tais como o dilema da dívida soberana", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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