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As bolsas dos EUA fecharam em queda pela terceira sessão consecutiva, em meio ao crescente receio dos investidores com a situação fiscal da Grécia e com os potenciais impactos da crise no país sobre as demais economias da zona do euro. Os índices acionários encerraram o dia com perdas levemente superiores a 3%, mas chegaram a cair cerca de 9% pouco mais de uma hora antes do encerramento do pregão - movimento que, segundo rumores ainda não confirmados, teria sido deflagrado por algumas transações errôneas.

As bolsas dos EUA fecharam em queda pela terceira sessão consecutiva, em meio ao crescente receio dos investidores com a situação fiscal da Grécia e com os potenciais impactos da crise no país sobre as demais economias da zona do euro. Os índices acionários encerraram o dia com perdas levemente superiores a 3%, mas chegaram a cair cerca de 9% pouco mais de uma hora antes do encerramento do pregão - movimento que, segundo rumores ainda não confirmados, teria sido deflagrado por algumas transações errôneas.

O Nasdaq OMX Group Inc informou que está trabalhando com outros mercados para cancelar todas as transações executadas a preços que estavam mais de 60% acima ou abaixo do último preço impresso antes das 14h40 de Nova York (15h40 de Brasília). Os cancelamentos afetarão as transações feitas entre 14h40 e 15h locais e as decisões não serão passíveis de recursos, segundo o comunicado da Nasdaq. As operadoras de bolsas BATS, Nyse Euronext e Direct Edge devem adotar medidas semelhantes. Operadores afirmaram que as negociações de hoje foram amplamente dominadas por ordens automáticas de vendas, que foram disparadas com maior velocidade após o rompimento de algumas barreiras técnicas, em particular o nível de 1.150 pontos do índice S&P 500.

O Dow Jones caiu 347,80 pontos, ou 3,20%, para 10.520,32 pontos, registrando sua maior queda em pontos desde fevereiro de 2009. Em determinado momento do pregão, o índice chegou a cair 998,50 pontos, ou 9,2%, registrando sua queda intraday mais acentuada na história, para 9.869,62 pontos. Nas últimas três sessões, o Dow Jones recuou 631,51 pontos, ou 5,7%.

O Bank of America foi o componente com o pior desempenho nesta quinta-feira, com um declínio de 7,13%. A Procter & Gamble fechou em baixa de 2,27%, a US$ 60,75, com mínima de US$ 39,37 na sessão após ter sido potencialmente atingida pelas transações errôneas.

O Nasdaq caiu 82,65 pontos, ou 3,44%, para 2.319,64 pontos. O S&P 500 fechou em baixa de 37,72 pontos, ou 3,24%, para 1.128,15 pontos, puxado pelo declínio dos componentes do segmento financeiro, que recuaram 4,1%.

Os receios com a situação econômica na Grécia tiveram um grande impacto sobre as ações neste mês e devem continuar pairando sobre o mercado nos próximos dias. O parlamento grego aprovou medidas de austeridade fiscal - algo exigido pelos demais países da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional para a liberação de um auxílio financeiro de € 110 bilhões -, mas as notícias sobre os protestos em Atenas deixaram os investidores receosos.

"É um voo para a segurança e, para dizer a verdade, as pessoas estão vendo o que acontece em Atenas pela CNBC e isso não está ajudando em nada", disse Joe Benanti, diretor-gerente da Rosenblatt Securities. "Você fica assistindo as coisas derreterem. Eu lembrei do declínio de 1987. Quando temos esses movimentos de queda reais, vemos gente saindo e esperando até que haja um piso."

O índice VIX, que mede a volatilidade do mercado e é conhecido como o "índice do medo", chegou a subir 62% durante o mergulho dos índices, atingindo uma máxima intraday de 40,26 - o nível mais alto desde 21 de abril de 2009 -, mas encerrou a sessão com alta de 31,67%, a 32,80.

Na New York Stock Exchange (Nyse), o volume negociado alcançou 2,580 bilhões de ações, de 1,527 bilhão de ações na quarta-feira. Na Nasdaq, o volume somou 4,457 bilhões de ações, de 2,876 bilhões de ações ontem; 359 ações subiram e 2.453 caíram. As informações são da Dow Jones.

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