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Bolsas de NY caem com temores sobre setor financeiro

As Bolsas de Nova York operam em queda expressiva no fim desta manhã, com o setor financeiro novamente registrando perdas por conta da visão de que a ajuda do governo dos Estados Unidos à seguradora American International Group (AIG) não resolve todos os problemas do setor. Os papéis da AIG caem, mesmo após o empréstimo de US$ 85 bilhões do governo, anunciado ontem à noite.

Agência Estado |

O relatório que mostrou queda nas construções de residências iniciadas nos EUA também abateu o humor do mercado.

Segundo analistas, o acordo para ajudar a AIG mostra a preocupação do governo com os efeitos de um colapso da seguradora sobre o sistema financeiro e mostra a amplitude do papel da AIG na economia global. Se ela tivesse problemas para atender suas obrigações, o potencial efeito dominó atingiria diversos países, afirmam os analistas.

Às 12h05 (de Brasília), os papéis da AIG despencavam 41,8%. No mesmo horário, o índice Dow Jones operava em queda de 2,3%, o Nasdaq caía 2,87% e o S&P 500 recuava 2,78%.

Outras instituições financeiras também têm performance ruim. As ações do Lehman Brothers caíam 61,7%, no horário acima, depois de o britânico Barclays ter concordado em comprar algumas das operações do Lehman pelo equivalente a US$ 1,68 bilhão. Segundo participantes do mercado, o acordo é positivo, mas o valor é apenas uma pequena fração do que poderia ter sido fechado 18 meses atrás.

As ações do Morgan Stanley recuavam 19,2%, apesar de o banco ter anunciado resultado acima do esperado no terceiro trimestre fiscal. Os papéis chegaram a subir 10% no pré-mercado, mas perderam fôlego com as preocupações persistentes dos acionistas e redução nas estimativas de alguns analistas. Ainda no setor, Goldman Sachs perdia 12,4%, Wachovia caía 15,3% e Bank of New York Mellon recuava 10,6%.

Fora do setor financeiro, a recuperação dos preços do petróleo e a fraqueza geral do mercado acionário derrubavam as ações de companhias aéreas. O índice de Aéreas Amex caía 8,07%, com todos os 14 componentes no território negativo. US Airways perde 11,1% e Delta Air Lines, 9,26%.

No âmbito macroeconômico, o volume de novas construções de residências iniciadas nos EUA caiu pelo segundo mês seguido em agosto, mais do que o esperado e para o menor nível em 17 anos. Segundo o Departamento do Comércio americana, o número de novas construções caiu 6,2% em agosto para o patamar anual sazonalmente ajustado de 895 mil - o menor desde janeiro de 1991. As informações são da Dow Jones.

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