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Bolsas de NY acentuam queda

As Bolsas de Nova York acentuaram as perdas registradas desde a abertura dos negócio hoje, e operam em baixa de cerca de 4%. A divulgação de indicadores macroeconômicos apontando para uma provável recessão nos Estados Unidos fez apagar o otimismo gerado com os balanços do JPMorgan, Coca-Cola e Intel.

Agência Estado |

Às 12h25 (de Brasília), o Dow Jones caía 4,12%, o Nasdaq 100 recuava 3,52% e o S&P 500 perdia 4,88% - todos na mínima do dia até o momento.

"As vendas no varejo vieram piores do que o esperado, o núcleo do PPI (índice de preços ao produtor) ficou mais salgado do que o previsto e o índice Empire State foi feio", disseram analistas da Action Economics. As vendas no varejo dos EUA caíram 1,2% em setembro, mais do que o recuo de 0,7% previsto pelos analistas. Foi o maior declínio desde agosto de 2005. O núcleo do PPI, por sua vez, subiu 0,4% em setembro ante agosto, o dobro do previsto, e 4% ante setembro do ano passado, a maior taxa desde fevereiro de 1991. E o índice Empire State caiu para -24,62 em setembro, o menor nível de sua história.

A queda registrada hoje pelos índices não surpreende operadores e analistas, tendo em vista o forte ganho registrado pelas ações na segunda-feira (dia 13), quando os mercados subiram mais de 11%. Segundo eles, resgates de fundos mútuos tradicionais, fundos de hedge que investem em papéis mais voláteis e outros grandes investidores parecem estar um pouco menos presentes hoje. Eles também comemoraram a volta do foco sobre preocupações tradicionais do mercado, como os lucros das empresas e a macroeconomia, em vez das mais recentes maquinações do Congresso ou das decisões de autoridades monetárias estrangeiras.

Ações

As ações do setor de energia são prejudicadas pela queda de mais de 4% dos contratos futuros de petróleo, cotados nos menores níveis em mais de um ano, abaixo de US$ 77 o barril. Chevron caía 9,5% e Exxon recuava 9,3%, mas são os papéis de empresas de consumo discricionário que recuam mais.

Na contramão do mercado em Wall Street, as ações da Coca-Cola sobem quase 6%, após a fabricante de bebidas ter anunciado aumento de 14% de seu lucro líquido no terceiro trimestre deste ano em comparação com igual período do ano passado. JPMorgan caía 1,2%, depois de informar que seu lucro líquido caiu 84,5% na mesma base de comparação. Wells Fargo, que anunciou queda de 23% de seu lucro, prejudicado por baixas contábeis em seus investimentos nas agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, além do banco de investimento Lehman Brothers, subia 2,5%, porque resultado ainda assim veio melhor que o esperado. As informações são da Dow Jones.

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