Durou pouco a alegria das Bolsas de Nova York, que voltam a ficar submersas hoje, após apenas um pregão de alta. Os mercados voltaram a requentar o temores com a dívida não somente na Grécia, mas também em outros países, como Espanha e Portugal.

Durou pouco a alegria das Bolsas de Nova York, que voltam a ficar submersas hoje, após apenas um pregão de alta. Os mercados voltaram a requentar o temores com a dívida não somente na Grécia, mas também em outros países, como Espanha e Portugal. O receio é de que a Europa mergulhe de novo na recessão.

Às 11h08 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 1,34%, o Nasdaq caía 2,16% e o S&P 500 registrava baixa de 1,51%. Hoje, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner deve falar sobre a reforma nos bancos, enquanto o Senado norte-americano começa a votação da reforma financeira.

Esta manhã, as gigantes farmacêuticas Pfizer e Merck mostraram seus balanços no primeiro trimestre. As duas blue chips divulgaram vendas e lucros que, excluindo alguns custos, superaram estimativas de analistas.

No domingo, a Grécia concordou em adotar medidas de austeridade fiscal, comprometendo-se a reduzir seu déficit para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014, em troca de um socorro financeiro de 110 bilhões de euros em três anos. No entanto, hoje mesmo o ministro das finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse que a Grécia pode se tornar insolvente caso não siga rigorosamente o plano.

O analista Sol Palha, do blog Tactical Investor, acredita que no curto prazo o resgate oferecido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia (UE) pode até ajudar a dar certa estabilidade aos mercados financeiros. No longo prazo, a situação pode ficar "infinitamente pior". "Você não ajuda um alcoólatra castigando ele e depois dando livre acesso às bebidas. Isso não funciona", avalia.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.