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Bolsas de NY abrem em queda à espera de Bernanke

As Bolsas norte-americanas abriram em baixa, mais uma vez em virtude dos temores com o setor financeiro. Logo pela manhã, essas preocupações levaram o euro a um novo recorde histórico de valorização ante o dólar: US$ 1,6038.

Agência Estado |

Os investidores também aguardam o testemunho do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, às 11 horas (de Brasília) no Senado dos EUA e balanços financeiros. Às 10h35, o índice Dow Jones registrava baixa de 0,90% a 10.955 pontos; o Nasdaq caía 0,91% a 2.192 pontos; e o S&P 500 cedia 0,97% a 1.216 pontos.

A enxurrada de dados macroeconômicos divulgadas nesta manhã não serviu de alento para o mercado de ações. Em junho, as vendas no varejo americano subiram apenas 0,1%. Já a inflação ao produtor de junho avançou 1,8%, a maior elevação mensal desde novembro passado.

Rebaixadas para "abaixo da média" pela corretora Oppenheimer, as ações do banco regional Wachovia caíam 16,24% no pré-mercado, enquanto os papéis do banco de investimentos Lehman Brothers subiam 0,24%. De acordo com o jornal "New York Post", o executivo-chefe do Lehman, Dick Fuld, pensa seriamente em fechar o capital da empresa. O jornal não diz, contudo, como isso seria feito.

Ainda no setor financeiro, as ações da agência cedente de hipotecas Fannie Mae declinavam 13,93% e as da Freddie Mac operavam com perda de 13,64%. O mercado questiona o plano de resgate das financiadoras de hipotecas proposto pelo secretário de Tesouro, Henry Paulson.

Entre as montadoras, General Motors tinha alta de 0,21%. A companhia de Detroit disse que tentará levantar entre US$ 4 bilhões e US$ 7 bilhões por meio de vendas de ativos e financiamentos. A fabricante de automóveis vive momento muito ruim e deve divulgar grande prejuízo no segundo trimestre. Ford subia 1,60%. Ontem, o secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, disse que as montadoras norte-americanas não devem esperar qualquer ajuda especial do governo, de acordo com relato publicado pelo Detroit Free Press.

Johnson & Johnson avançava 1,19%. A empresa anunciou lucro de US$ 3,33 bilhões no segundo trimestre, 8% mais que o registrado em igual período do ano passado. Intel, cujo resultado trimestral será conhecido após o fechamento do mercado, caía 1,07%. As informações são da Dow Jones e de agências internacionais.

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