As Bolsas de Nova York abriram o pregão desta segunda-feira com quedas expressivas, diante do novo quadro do sistema bancário dos EUA, depois que a crise de hipotecas provocou a extinção de mais dois bancos americanos de investimentos. Segundo analistas, o movimento de vendas não deve se limitar ao setor bancário, em meio ao sentimento de aversão ao risco.

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 Às 10h35 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 0,8%, o Nasdaq 100 caía 2,44% e o S&P 500 perdia 1,3%. O sentimento de aversão ao risco já derrubou os mercados asiáticos de Taipei a Mumbai (Japão, China e Coréia do Sul estavam fechados por feriados), e as bolsas européias derretem.

O setor financeiro luta por sua sobrevivência, tentando se livrar do contágio dos títulos hipotecários que levou ao fim duas das instituições mais antigas - Lehman Brothers e Merrill Lynch. O primeiro entrou com pedido de concordata, listando dívidas de US$ 613 bilhões, enquanto o segundo concordou em ser comprado pelo Bank of America (BofA). Segundo analistas, a atual crise de crédito é a pior desde os anos 1930.

Além das notícias envolvendo o Lehman e Merrill, a seguradora American International Group (AIG), principal companhia de seguros dos EUA, buscou um empréstimo emergencial de curto prazo (empréstimo-ponte) de US$ 40 bilhões do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), revelou a edição de ontem do jornal New York Times (NYT), citando uma fonte próxima da negociação. Há expectativas de que a empresa divulgue um plano de sobrevivência em que poderá vender sua unidade de leasing de aviões.

No pré-mercado em Wall Street, as ações do Lehman Brothers despencaram 92%, as do Bank of American caíram 14,6% e as da AIG, 38%. Já os papéis do Merrill Lynch subiram 29%. Para completar, Washington Mutual segue em queda, e perdeu 18% no pré-mercado, com temores sobre o futuro da maior instituição de poupança do país.

Fora do setor financeiro, os contratos de petróleo caem com força, em meio à visão de que o furacão Ike causou apenas danos mínimos à infra-estrutura de petróleo e refino do Golfo do México. As informações são da Dow Jones.

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