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Bolsas de NY abrem em baixa, com montadoras e bancos

Depois de uma pausa ontem por causa do feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, as Bolsas de Nova York iniciaram a semana em queda acentuada hoje, diante das preocupações com uma possível concordata de uma montadora norte-americana e com a situação do setor bancário mundial, especialmente no Leste europeu, onde as economias da região se deterioram rapidamente. O índice Dow Jones cedia 2,38% a 7.

Agência Estado |

663 pontos, às 11h35. O Nasdaq recuava 2,82% a 1.491 pontos no mesmo horário e o S&P 500 registrava baixa de 2,90% a 802 pontos.

A divulgação do índice de atividade industrial Empire State, da unidade distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), também abateu o sentimento dos investidores. O índice caiu para o recorde de baixa de -34,65 em fevereiro, ante -22,20 em janeiro.

Hoje, às 19h (de Brasília), termina o prazo para as montadoras norte-americanas General Motors (GM) e Chrysler submeterem seus planos de recuperação ao governo Obama, uma condição do empréstimo federal bilionário obtido por elas. Segundo notícia do jornal Wall Street Journal (WSJ), o ex-executivo do banco de investimentos Lazard Ron Bloom deve ser nomeado conselheiro sênior do governo para ajudar a lidar com a questão.

Ontem, o deputado democrata Sander Levin disse que a administração Obama aconselhou a GM a "considerar" a possibilidade de pedir concordata. "Foi solicitado que eles considerassem um pedido de concordata no plano, mas sem que esta seja uma das alternativas", disse Levin. No pré-mercado em Wall Street, as ações da GM caíam 6%.

A montadora alemã Daimler AG divulgou hoje prejuízo de US$ 1,9 bilhão no quarto trimestre do ano passado, parcialmente devido às fortes perdas ligadas a sua participação na Chrysler e ao declínio acentuado das vendas na divisão Mercedes-Benz.

No setor bancário, deve pesar o relatório da agência de classificação de risco Moody's indicando que os bancos da Europa Ocidental que possuem subsidiárias em países do Leste europeu correm o risco de ter suas notas de risco de crédito (ratings) rebaixadas, diante da profunda desaceleração econômica que as nações do Leste enfrentam. Segundo a Moody's, bancos na Áustria, Itália, França, Bélgica, Alemanha e Suécia representam 84% de todos os empréstimos bancários no centro e no Leste europeu, sendo que o sistema financeiro austríaco tem quase a metade da exposição.

Em outros setores, o maior grupo varejista do mundo, Wal-Mart, divulgou lucro líquido levemente abaixo das expectativas, de US$ 3,79 bilhões no quarto trimestre fiscal, encerrado em 31 de janeiro de 2009, mas a previsão para o lucro neste ano fiscal está na ponta mais alta das previsões dos analistas. As informações são da Dow Jones.

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