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As Bolsas de Nova York abriram em baixa hoje, depois de a Casa Branca ter afirmado que a concordata das montadoras norte-americanas General Motors (GM) e Chrysler é uma possibilidade. Ao mesmo tempo, diminuem as esperanças de que o G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes) se decida, em seu encontro previsto para semana em Londres, por uma nova rodada de gastos de estímulo global.

Às 10h39 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 2,53%, o Nasdaq 100 recuava 2,5% e o S&P 500 tinha baixa de 2,52%.

Após os ganhos da semana passada, quando o Dow Jones subiu 7%depois que o Tesouro dos Estados Unidos anunciou um programa destinado a reunir fundos públicos e privados para retirar os
"ativos tóxicos" dos bancos, os temores com a GM e a Chrysler apagam o otimismo do mercado em Wall Street no início desta semana. Neste fim de semana, a Casa Branca disse que um plano de concordata estruturada pode representar "a melhor chance" de sobrevivência para as montadoras. A Casa Branca rejeitou os planos de viabilidade que as companhias apresentaram em resposta aos pedidos de empréstimos do governo. Os papéis da GM despencaram 21% no pré-mercado em Nova York, liderando um amplo declínio no setor automotivo e das ações em geral.

Além disso, o executivo-chefe da GM, Rick Wagoner, foi afastado. Seu provável sucessor, Fritz Henderson, não foi muito bem recebido pelos analistas. "Se a GM sobreviver, precisa de alguém com um pensamento totalmente novo, alguém que não esteja contaminado por décadas de gestão e estratégia falhas", disse Howard Wheeldon, estrategista sênior do BGC Partner em Londres.

O mercado aguarda agora o pronunciamento que o presidente dos EUA, Barack Obama, deverá fazer hoje sobre as montadoras. Ele deverá ser acompanhado no anúncio pelo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner.

Enquanto isso, vazamentos do rascunho do comunicado do G-20 indicam que não será decidida uma nova rodada de gastos de estímulo coordenados globais. Em contrapartida, parece haver acordos para ampliar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como para dar apoio aos mercados emergentes, embora ainda não tenham sido fechados compromissos específicos.

"Acreditamos que os mercados podem se desapontar com a falta de qualquer tipo de anúncio sobre estímulo fiscal coordenado, uma vez que os EUA e a Europa parecem muito distantes sobre o que seria uma resposta fiscal apropriada à atual desaceleração", disseram analistas na corretora Brown Brothers Harriman.

Enquanto isso, com o trimestre terminando, algum investidores podem começar a se preocupar com uma série de balanços negativos que serão divulgados. "Provavelmente é pedir demais que o mercado continue subindo nas próximas três semanas. Temos desafios formidáveis à frente e pode ser hora de uma pausa para respirar", disse Hugh Johnson, presidente da Johnson Illington Advisors. As informações são da Dow Jones.

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