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Investidores começaram o dia receosos de que o resultado frustrante da Alcoa dará o tom para os demais balanços de gigantes dos Estados Unidos no primeiro trimestre. Assim, as Bolsas de Nova York iniciaram em baixa o pregão.

Investidores começaram o dia receosos de que o resultado frustrante da Alcoa dará o tom para os demais balanços de gigantes dos Estados Unidos no primeiro trimestre. Assim, as Bolsas de Nova York iniciaram em baixa o pregão. Mas as esperanças de que a Intel traga bons números ainda não foram minadas e a expectativa é de que a maior fabricante mundial de chips tenha registrado lucros nos primeiros três meses do ano. Às 10h37, o Dow Jones caía 0,20%, o Nasdaq perdia 0,17% e o S&P 500 cedia 0,26%.<p><p>Hoje, Grécia e China também seguem no radar dos mercados, assim como o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, a partir das 20 horas (de Brasília), em uma conferência da Fundação da Associação Nacional de Banqueiros dos EUA.<p><p>Mesmo sem muito ímpeto ao longo do dia, o Dow Jones conseguiu se segurar acima dos 11 mil pontos até o fechamento do pregão de ontem, pela primeira vez desde 2008. Depois que as bolsas já haviam fechado, a Alcoa anunciou que, excluindo os encargos de reestruturação de impacto único, a companhia obteve um lucro de operações continuadas de US$ 0,10 por ação no primeiro trimestre, em linha à previsão dos analistas.<p><p>A Intel divulga seus resultados após o fechamento do mercado. Analistas esperam um lucro de US$ 0,38 por ação e uma receita de US$ 9,81 bilhões no primeiro trimestre. No primeiro trimestre de 2009, a Intel teve lucro de US$ 0,11 por ação e receita de US$ 7,1 bilhões.<p><p>Os investidores também não tiram a Grécia do campo de visão. Os mercados europeus reagiram sem empolgação ao fato de o país ter tido demanda superior ao montante inicialmente projetado no leilão de papéis com vencimento de até um ano realizado esta manhã, a taxas inferiores a 5%. No total, 780 milhões de euros em títulos de seis meses ou 26 semanas foram vendidos à 4,55% e de 780 milhões de euros em papéis de um ano ou 52 semanas, à 4,85%. Analistas acreditavam que as taxas para os papéis de seis meses ficariam entre 4,7% a 4,8% e para os papéis de um ano, entre 5,40% a 5,55%.<p><p>O yuan continua sendo o assunto principal nas conversas entre Estados Unidos e China. O presidente chinês Hu Jintao disse ontem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que uma reforma no regime cambial do país terá que se basear nos interesses da China e não na pressão externa.
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