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Bolsas de NY abrem em baixa após dados dos EUA

Os relatórios que mostraram aumento nos preços de importação nos Estados Unidos em julho, na maior apreciação em 26 anos, e queda nas vendas do varejo americano no mês passado pela primeira vez em cinco meses fizeram com que as Bolsas de Nova York abrissem em baixa hoje. O avanço dos preços do petróleo no mercado internacional também pesam no comportamento dos mercados em Wall Street, um dia após o amplo movimento de vendas liderado pelo setor financeiro.

Agência Estado |

Às 10h31 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,36%, o Nasdaq 100 exibia queda de 0,25% e o S&P 500 cedia 0,26%. No mesmo horário, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em setembro subia 0,39% a US$ 113,45 o barril, na sessão regular da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Na agenda de indicadores econômicos, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas no varejo americano declinaram em julho pela primeira vez em cinco meses, em 0,1%. Economistas esperavam queda de 0,4%. Já os preços das importações nos EUA saltaram 1,7% em julho, em base mensal, informou o Departamento do Trabalho americano, seguindo-se a uma elevação de 2,9% em junho. Economistas esperavam alta de 1%. Os preços saltaram 21,6% em julho em comparação a julho do ano passado, o maior aumento em 26 anos.

Investidores aguardam agora os números de estoques nas empresas em junho, às 11 horas (de Brasília). Pouco depois, às 11h35, o Departamento de Energia (DOE) divulga o relatório sobre os estoques semanais de petróleo e derivados na semana encerrada na sexta-feira da semana passada (dia 8).

Os números sobre a economia americana saíram no mesmo dia em que o Japão revelou que seu Produto Interno Bruto (PIB) teve contração de 0,6% no trimestre entre abril a junho (ajustado aos preços), em relação ao trimestre anterior, e teve contração de 2,4% no segundo trimestre, em base anualizada. O relatório piorou o sentimento dos mercados externos, em meio a temores de fraqueza econômica em outras regiões além dos Estados Unidos.

Ações

No âmbito corporativo, a maior fabricante mundial de equipamentos agrícolas, Deere & Co, caiu 8% no pré-mercado em Wall Street, com a projeção de lucro líquido no quarto trimestre fiscal abaixo do esperado por analistas, por conta da redução das margens mesmo com as fortes vendas. A empresa teve aumento de 7% no lucro líquido do terceiro trimestre fiscal.

A fabricante de equipamentos usados na produção de semicondutores, Applied Materials, registrou alta de 3% no pré-mercado em Nova York, depois que o presidente-executivo, Mike Splinter, disse que as condições irão melhorar. A fabricante registrou queda de 65% no lucro líquido do terceiro trimestre fiscal, em meio às dificuldades enfrentadas pelas empresas que fornecem ferramentas para a indústria de semicondutores. As informações são da Dow Jones.

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