As Bolsas de Nova York abriram o pregão de hoje em baixa, com os investidores cautelosos antes do anúncio do plano de resgate aos bancos e da votação do pacote de estímulo econômico no Senado. Ambos são considerados pelo presidente dos EUA, Barack Obama, como fundamentais para a recuperação da economia.

Às 12h37 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 0,54%, o Nasdaq cedia 0,24% e o S&P 500 cedia 0,62%.

O plano para a estabilização do sistema financeiro, para reduzir o número de execuções de hipotecas e para a recuperação do crédito deve ser anunciado oficialmente pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, às 14h (de Brasília). A agência do Dow Jones adiantou trechos do discurso dele indicando que o Tesouro, em conjunto com o Federal Reserve e o Federal Deposit Insurance Corp (FDIC), trabalha para lançar um fundo de investimento público-privado que ajudará a avaliar os ativos das instituições financeiras. Geithner, segundo o texto, deve dizer também que o governo dos EUA agora precisa se concentrar em maneiras de fortalecer o balanço dos bancos.

"As novas injeções de capital terão maior supervisão e condições mais rígidas do que as do programa Tarp. Alguns componentes do plano incluem uma ajuda de US$ 50 bilhões para conter as execuções hipotecárias", disseram analistas da Action Economics. "Hoje pode ser um dia crucial na atual crise", disseram estrategistas do Deutsche Bank.

Além dos anúncios dos planos, a agenda traz às 13h dados de estoques e vendas no atacado dos EUA referentes a dezembro. A partir das 16h (de Brasília), o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, depõe em audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara sobre "um exame dos esforços extraordinários do Federal Reserve para prover liquidez na atual crise financeira".

Entre as ações que estarão em destaque estão as da Boeing, que caíam 1,8% no pré-mercado. Ontem à noite, a fabricante de aviões anunciou uma revisão de seu prejuízo no quarto trimestre para refletir a redução do valor de aviões e o aumento de obrigações relacionadas a uma decisão judicial.

A General Motors anunciou que vai cortar 10 mil empregos, ou 14% de sua força de trabalho assalariada, este ano. Os cortes, que reduzirão o total de vagas de 73 mil para 63 mil, são parte do plano da companhia apresentado ao Congresso em dezembro para garantir a ajuda financeira do governo federal. As ações da GM estavam em alta de 2,5%, em US$ 2,90, no pré-mercado. O papel perdeu cerca de 90% de seu valor no último ano.

Dow Chemical subia 6,1%, com uma notícia publicada pelo Financial Times afirmando que a o Kuwait estaria disposto a retomar seu acordo com a empresa caso a Dow mude os termos de sua planejada aquisição da Rohm & Haas. UBS subia 6%, apesar de ter divulgado prejuízo de US$ 7 bilhões no quarto trimestre e cortar 2.170 empregos. As informações são da Dow Jones.

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