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SÃO PAULO - As Bolsas de Nova York abriram em alta nesta sexta-feira, com o mercado norte-americano reagindo positivamente ao dado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos em fevereiro, que veio em linha com o esperado. Porém, mesmo próximo das expectativas, o corte de empregos promovido pelo mercado de trabalho norte-americano no último mês é bastante preocupante. Às 11h30 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,02%, o S&P 500 tinha alta de 0,90% e o Nasdaq-100 avançava 0,83%.

As bolsas no exterior reagiram em alta à divulgação de corte de 651 mil empregos nos EUA em fevereiro, enquanto economistas esperavam 652 mil. Operadores em Londres disseram que antes do dado o mercado operou na expectativa de um número pior, diante de especulações de que o mercado de trabalho norte-americano poderia ter eliminado até 1 milhão de empregos no mês passado.

Entretanto, alguns investidores ponderam que, embora em linha, os números mostram condições bastante preocupantes para o mercado de trabalho. O dado "é horrível", disse David Morrison, operador do GFT em Londres. "Esse contínuo aumento do desemprego nos EUA significa que o consumo também entrará em colapso", acrescentou.

Segundo Morrison, esta é uma condição que prejudica a economia doméstica e países exportadores, como a China e o Japão. "E como estes países são os maiores compradores de Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), qualquer retração na demanda pelos bens que produzem resultará em pressão na habilidade dos EUA de financiar seu déficit", concluiu.

Outras notícias que podem influenciar os mercados acionários nos EUA hoje são os dados de crédito ao consumidor no país em janeiro, que será divulgado somente no fim da tarde (17 horas de Brasília). "Na média móvel de três meses, o crédito ao consumidor está caindo ao maior ritmo desde o início da década de 1990", observaram economistas do Barclays Capital. "O incrível aperto no crédito remete a uma maior contração da economia adiante".

Ações

Entre as ações em destaque no pré-mercado em Wall Street, os papéis do banco Wells Fargo subiram 3,8%. O banco informou corte de 85% no dividendo para US$ 5, medida com a qual pretende poupar cerca de US$ 5 bilhões por ano. As ações da instituição vinham sendo castigadas por ser um dos únicos grandes bancos que ainda não havia anunciado redução em seu dividendo.

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