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Bolsas de Nova York têm forte queda puxadas por Lehman Brothers

SÃO PAULO - As bolsas de Nova York registraram um novo tombo nesta sessão, influenciadas agora pelo banco de investimentos Lehman Brothers, cujas ações caíram quase 45%. Notícias dando conta de que o banco coreano KDB desistiu de comprar os ativos da instituição norte-americana justificaram a reação. Adicionalmente, a queda dos preços do petróleo também derrubou papéis de peso do setor de energia.

Valor Online |

O Dow Jones caiu 2,43%, para 11.230 pontos. O eletrônico Nasdaq fechou aos 1.224 pontos, com recuo de 2,64%. O Standard & Poor´s 500 tombou 3,41%, para 2.209 pontos, a maior retração desde fevereiro do ano passado.

Notícias sobre o possível fim das conversas para um eventual investimento do Banco de Desenvolvimento da Coréia (KDB, na sigla em inglês) no Lehman agitaram o pregão desde cedo. O banco americano enfrenta sérias dificuldades por causa dos problemas no ambiente financeiro e busca levantar capital. Sem este aporte, a instituição deve sofrer dificuldades para sustentar sua saúde financeira. As ações do Lehman caíram 44,95% (US$ 7,79).

Também sob o clima de incerteza que ronda o setor financeiro, as ações do AIG caíram 19,29% (US$ 18,37) e as da American Express fecharam em baixa de 5,63% (US$ 38,24). Já os papéis das financeiras imobiliárias Fannie Mae e Freddie Mac subiram 35,62% (US$ 0,99) e 8,64% (US$ 0,88), respectivamente, após queda da ordem de 80% registrada ontem, um dia após o anúncio de socorro pelo governo dos EUA no valor total de até US$ 200 bilhões.

Ontem os investidores chegaram a repercutir com otimismo essa ajuda, mas depois começaram a ponderar que ela pode não ser suficiente para dar estabilidade ao sistema, que poderia estar bem mais prejudicado pela crise atual do que o previsto.

Além disso, a baixa de mais de US$ 3 no preço do petróleo acabou colaborando para a forte venda dos papéis de petroleiras e outras empresas ligadas ao setor energético. As ações da Valero Energy caíram 11,82% (US$ 30,51) e as da Exxon Mobil perderam 4,57% (US% 73,26). A sinalização de que a Opep mantenha as cotas atuais de produção do cartel justificaram a forte baixa dos preços do petróleo. O barril em Londres chegou a ser cotado abaixo de US$ 100 nesta jornada.

A boa notícia do pregão veio do McDonald´s, que informou um aumento de 4,5% nas vendas em mesmas lojas nos Estados unidos no mês de agosto. As vendas globais tiveram alta de 8,5% no mesmo período. Os papéis da rede de fast food subiram 2,5% (US$ 63,98).

(Valor Online, com agências internacionais)

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