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Bolsas de Nova York ignoram medidas e discurso e tombam mais de 5%

SÃO PAULO - O pânico voltou a dominar hoje os ânimos em Wall Street, que teve a quinta sessão consecutiva de baixa nas bolsas. Nem mesmo com novas medidas do Federal Reserve (Fed) para elevar liquidez ou a sinalização de corte futuro de juros foi suficiente para conter as baixas.

Valor Online |

A piora do quadro de confiança e de liquidez continua levando a vendas irracionais. A ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês) mostrou que a opção de corte de juro chegou a ser discutida na reunião do grupo em setembro, mas foi voto vencido.

Hoje, o próprio presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou em discurso que as condições deterioradas da economia real serão levadas em consideração para uma revisão da política monetária do país. O caso é que o mercado vê a sinalização como um manifesto atrasado e deseja um corte emergencial do juro no país.

O Dow Jones caiu 5,11%, para 9.447 pontos. O Standard & Poor´s 500 cedeu 5,74%, para 996 pontos, abaixo de 1.000 pontos pela primeira vez em cinco anos. O eletrônico Nasdaq declinou 5,80% e fechou aos 1.754 pontos.

Na composição das perdas do dia, as ações do setor bancário tiveram baixas tão significativas quanto a do setor produtivo da economia, traduzindo a percepção dos agentes de que os fundamentos econômicos e o desempenho das empresas tradicionais já estão bastante comprometidos pelo caos financeiros.

As ações da Alcoa cederam 7,73% (US$ 16,71). Após o fechamento a empresa anunciou lucro de US$ 0,33 por ação no terceiro trimestre, quase a metade do US$ 0,63 de lucro líquido auferido um ano antes.

Os papéis da GM cederam 11%, para US$ 7,56, o menor preço desde 1950. A empresa informou que pretende reduzir a produção em cerca de 40 mil veículos até o final do ano, dada a queda da venda de automóveis.

No setor bancário, as ações do Bank of American fecharam em baixa de 26,23% (US$ 23,77) após a empresa informar redução de dividendo, argumentando também efeitos negativos da crise. Os do Morgan Stanley cederam 24,89% (US$ 17,65) em meio a rumores de que o acordo de injeção de US$ 9 bilhões do banco japonês Mitsubishi UFJ Group teria sido abortado. No fim do dia, o Morgan reafirmou que o aporte do banco japonês sairá nos próximos dias.

(Valor Online, com agências internacionais)

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