Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolsas de Nova York fecham em forte queda, após novo recorde no preço do petróleo

SÃO PAULO - O novo salto dos preços do petróleo, para patamares próximos de US$ 144 por barril, derrubou fortemente as bolsas de Nova York nesta jornada, que tinham operado em terreno positivo na primeira metade da sessão. A baixa da recomendação para os papéis da General Motors e as expectativas pessimistas sobre os dados de emprego nos EUA, que serão conhecidos amanhã, também contribuíram para as perdas.

Valor Online |

O industrial Dow Jones perdeu 1,46% e fechou aos 11.215 pontos. O Standard & Poor's 500 encerrou com 1.261 pontos, em queda de 1,82%. O eletrônico Nasdaq apontou queda de 2,32%, para 2.251 pontos.

As ações da General Motors, que haviam subido ontem com um resultado melhor do que o esperado para as vendas de junho, despencaram 15,06% (US$ 9,98) hoje após o banco de investimentos Merrill Lynch reduzir a recomendação das ações da empresa de compra para abaixo de mercado. O Merrill Lynch disse ainda que a falência da empresa não era impossível, no caso de a situação já negativa piorar ainda mais.

Mas a principal fonte de preocupação dos investidores é a nova escalada das cotações do petróleo. O barril de WTI negociado para o próximo mês em Nova York fechou com preço recorde de US$ 143,57, após a queda das reservas americanas de óleo cru na última semana e a tensão entre Irã e Israel.

Os altos custos de energia e o impacto desses preços para o poder de compra dos consumidores colocam em perspectiva negativa os resultados das empresas americanas. A siderúrgica Nucor viu seus papéis perderem 14,25% (US$ 61,94) devido ao aumento da preocupação de que problemas no setor automotivo possam reduzir a demanda por aço.

Do lado macroeconômico, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, disse que as companhias privadas americanas perderam 79 mil postos de trabalho durante o mês de junho. A queda é a maior desde novembro de 2002.

Os números oficiais, do Departamento de Trabalho dos EUA, serão apresentados amanhã. A previsão aponta para a perda de 50 mil a 60 mil postos de trabalho no mês passado, seguindo retração de 49 mil em maio. Para a taxa de desemprego, a previsão é de leve baixa, de 5,5% para 5,4%.

(Valor Online, com agências internacionais)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG