SÃO PAULO - As bolsas de Nova York inverteram o rumo dos negócios e fecharam com ligeira valorização, após sinalização de que o Congresso e a Casa Branca chegaram a um acordo para aprovação da versão final do pacote de estímulo da economia americana, votado ontem pelo Senado. Uma reavaliação do pacote de ajuda ao setor bancário, que foi anunciado ontem pelo governo e vem sendo alvo de críticas, também contribuiu para o desempenho final.

O Dow Jones fechou com alta de 0,64%, aos 7.939 pontos. O índice Standard & Poor's 500 avançou 0,80%, para 833 pontos, enquanto o eletrônico Nasdaq encerrou com 1.530 pontos, em alta de 0,38%.

A valorização veio após comentários do líder do partido Democrata no senado, Harry Reid, que afirmou que se chegou a um consenso nas duas casas legislativas dos EUA sobre o pacote de estímulo fiscal desejado pelo presidente norte-americano Barack Obama.

A nova versão, que promete ser a final do pacote, envolverá um montante total de US$ 789 bilhões, valor que ficou abaixo do pacote aprovado de forma independente no senado, de US$ 838 bilhões, e na câmara, de US$ 819 bilhões.

Alguns papéis de peso do setor bancário também garantiram o fechamento no azul, em oposição ao movimento verificado ontem, quando o mercado achou pequeno o montante inicial de US$ 500 bilhões que será destinado para resgatar ativos podres do sistema financeiro. De qualquer modo, restam ainda muitas incertezas sobre a execução do plano, o que impede a recuperação do setor nas bolsas.

Entre as altas de relevo, as ações do JP Morgan ganharam 5,97% (US$ 26,09) e as do Citigroup subiram 10,15% (US$ 3,69). Os papéis do Bank of América avançaram 9,53% (US$ 6,09)
(Valor Online, com agências internacionais)

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