SÃO PAULO - Em pregão marcado pela volatilidade, as bolsas de Nova York fecharam em tom positivo após o anúncio de dezenas de milhares de demissões por grandes empresas no mundo todo. Algumas gigantes americanas que demitiram, como a Home Depot, sustentaram ganhos relevantes.

O Dow Jones fechou com aumento de 0,48%, para 8.116 pontos. O Standard & Poor's subiu 0,56%, marcando 836 pontos. O eletrônico Nasdaq encerrou aos 1.489 pontos, com valorização de 0,82%.

Empresas de diversos setores e diferentes países anunciaram hoje que mais de 70 mil funcionários devem perder seus empregos em breve. Só a Caterpillar deve demitir 20 mil empregados, anúncio que foi acompanhado pela Sprint Nextel (8 mil), a Home Depot (7 mil), o ING (7 mil) a Royal Philips Electronics (6 mil), a Corus (3,5 mil) e a GM (2 mil). Além disso, a união anunciada hoje entre Pfizer e Wyeth ameaça outros 19 mil empregos.

No setor bancário, o cenário não se sustentou em alta como na primeira etapa dos negócios. O Goldman Sachs cortou a recomendação de instituições como Bancorp, para "venda", cujas ações caíram 11,13% (US$ 13,01). Já os papéis do Bank of America perderam 3,85% (US$ 6) após serem rebaixados para o status de "neutro" pelo GS.

Já para as ações do JP Morgan Chase, o Goldman Sachs elevou a recomendação para "compra", citando melhores condições da instituição para sobreviver à recessão e voltar a crescer quando a crise acabar. As ações do banco encerraram com alta de 0,91% (US$ 24,50). Em compensação, os papéis do Citigroup declinaram 4,03% (US$ 3,33).

A euforia com a notícia da compra do laboratório Wyeth pela Pfizer, por US$ 68 bilhões, ajudou a sustentar o tom positivo em Nova York, mas não refletiu sobre os papéis das companhias. As ações da Wyeth caíram 0,80% (US$ 43,39) e as da Pfizer perderam 10,32% (US$ 15,65). Outros destaques importantes de alta vieram da Home Depot, cujos papéis subiram 4,65% (US$ 22,73).

(Valor Online, com agências internacionais)

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