SÃO PAULO - O pessimismo em relação ao desempenho financeiro das empresas americanas referente ao último trimestre de 2008 continuou arruinando o humor dos investidores de Wall Street. Além da percepção de recessão dada pelos números de emprego dos EUA na semana passada, os papéis também sofrem com as previsões de demanda global menor por commodities.

O industrial Dow Jones fechou com baixa de 1,46%, aos 8.474 pontos. O Standard & Poor´s 500 declinou 2,26%, para 870 pontos. O eletrônico Nasdaq encerrou aos 1.538 pontos, com desvalorização de 2,09% em relação ao pregão de sexta-feira.

As ações do Citigroup tombaram 17,33% (US$ 5,58) vítimas de rumores de que o banco anunciaria acordo para unir sua corretora à Morgan Stanley. Jornais americanos apontam para um anúncio formal ainda nesta semana.

Os investidores tinham uma expectativa negativa em relação ao resultado da Alcoa, que acabou apontando prejuízo pela primeira vez em seis anos. Depois de anunciar corte de produção e de 13.500 empregados de sua folha de pagamento neste ano, os agentes temiam que a empresa apresentasse números ruins em seu balanço trimestral.

As ações da companhia cederam 6,94% (US$ 10,06). Além da expectativa, o Deutsche Bank alterou a recomendação do papel para "venda". Os papéis da Intel e da Wal-Mart, que também estão por anunciar seus dados, registram baixas também. As ações da Intel caíram 2,54% (US$ 13,79) e as da Wal-Mart declinaram 0,37% (US$ 51,39).

Colaborou para a tendência negativa da bolsa a baixa dos preços do óleo cru, que afetam diretamente os papéis das petroleiras e mineradoras. As ações da Conoco Philips recuaram 2,92% (US$ 50,47) e as da Chevron perderam 2,75% (US$ 70,82).

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