Os acordos de fusão entre as gigantes farmacêuticas Schering-Plough/Merck e Genentech/Roche e das fabricantes de produtos químicos Dow Chemical/Rohm & Haas não foram suficientes para romper o impulso de baixa nas Bolsas de Nova York, que levou os índices Dow Jones e S&P-500 a fecharam em novas mínimas em 12 anos. O índice Dow Jones caiu 79,89 pontos, ou 1,21%, e fechou com 6.

547,05 pontos - nível mais baixo desde 14 de abril de 1997. O S&P-500 recuou 6,85 pontos, ou 1,00%, e fechou em 676,53 pontos - menor fechamento desde 12 de setembro de 1996. O Nasdaq caiu 25,21 pontos, ou 1,95%, e fechou com 1.268,64 pontos, enquanto o NYSE Composite recuou 58,18 pontos, ou 1,36%, e fechou em 4.226,31 pontos.

"Eu não sei se eu já ouvi tantas pessoas sendo negativas sobre o mercado como está acontecendo agora", disse William Lefkowitz, estrategista-chefe de derivativos da Finance Investments. Lefkowitz disse que a primeira pergunta dos investidores sobre uma alta é "quanto tempo você acha que isso vai durar?", seguida de "quanto vamos cair hoje?".

Sobre o Dow Jones pesou a queda de 7,70% das ações da Merck, que anunciou a compra da Schering-Plough por US$ 41,1 bilhões. As ações da Schering-Plough dispararam 14,18%.

No setor de química, a Dow Chemical teria alcançado um acordo preliminar para adquirir a rival Rohm and Haas Co em termos similares à oferta de US$ 78 por ação acordada em julho. O acordo foi fechado antes do encerramento do prazo - no final do dia - estabelecido por um juiz de Delaware para examinar a ação trazida contra a Dow Chemical pela Rohm & Haas pelo fracasso em concluir a transação em janeiro. As ações da Dow Chemical fecharam em baixa de 10,97%, enquanto as da Rohm & Haas subiram 15,99%.

Várias ações de bancos se recuperaram nesta segunda-feira, com o Bank of America liderando os ganhos com uma alta de 19,43%. Outros destaques: Wells Fargo (+15,80%) e US Bancorp (+15,53%). No final de semana, a revista Fortune e outras publicações informaram os nomes de algumas das companhias que se beneficiaram do socorro multibilionário dado pelo governo federal à seguradora American International Group (AIG). As contrapartes de bilhões de dólares em contratos de CDS (credit default swaps) incluem o Goldman Sachs, assim como os bancos europeus Deutsche Bank, UBS e Société Générale. As informações são da Dow Jones.

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