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Bolsas de Nova York disparam com ajuda a bancos

As novas medidas dos governos para ajudar o sistema financeiro global desencadearam um grande rali nas Bolsas de Nova York, ao aumentarem as expectativas dos investidores de um fim para o que vinha sendo uma série brutal de perdas. Às 12h55 (de Brasília), o índice Dow Jones estava em alta de 486 pontos, ou 5,75%, em 8.

Agência Estado |

937 pontos, prometendo recuperar pelo menos parte das perdas dos oito últimos pregões, nos quais caiu 22%. Isso inclui uma queda de 18% só na semana passada - o pior desempenho semanal nos 112 anos de história do Dow Jones.

As ações do setor financeiro, em geral, puxam a recuperação em Nova York e em outras grandes Bolsas. Nos EUA, o Nasdaq subia 6,29% e o S&P 500 ganhava 5,80%. A Europa terminou em forte alta, com Frankfurt e Paris subindo mais de 11%, Madrid avançando cerca de 10% e Londres com alta de 8,26%.

Os reguladores vinham buscando formas de ajudar as instituições financeiras e reduzir os temores que levaram ao congelamento dos mercados de crédito. Os analistas esperam que os últimos passos possam significar que o pior da crise ficou para trás. "Ainda temos muitos obstáculos para a economia global, mas são mais administráveis do que antes", disse o estrategista Steve Wood, da gestora de recursos Russell Investments, em Nova York. "A confiança é a grande coisa aqui, a idéia de que os bancos precisam ter mais certeza de que as pessoas às quais eles emprestam estarão fazendo negócios amanhã."

Depois de correr do risco na última semana, em meio aos mercados de crédito congelados e temores de que mais companhias podem ser levadas à insolvência por causa da falta de acesso a financiamento, os investidores saudaram com otimismo as promessas de mais ações coordenadas pelas autoridades globais para recapitalizar o sistema bancário.

Líderes dos 15 países da zona do euro concordaram com um plano para garantir os empréstimos entre os bancos até 2009 e para permitir que os governos comprem ações de empresas financeiras com problemas. Entre outros países, a Austrália garantiu financiamento para os bancos. O Reino Unido disse que vai injetar até US$ 63 bilhões em três bancos; a Alemanha anunciou um plano de até 500 bilhões de euros para descongelar os empréstimos interbancários e restaurar a confiança no sistema financeiro. O Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o banco central da Suíça disseram que vão emprestar volumes sem limites de dólares aos bancos.

Entre as notícias corporativas que mexeram com os mercados está o anúncio de que o Morgan Stanley fechou o acordo de US$ 9 bilhões que dará ao Mitsubishi UFJ Financial Group uma participação de 21% no banco, embora suas ações tenham caído 61% do nível que estavam antes de o acordo ter sido anunciado. Os termos foram revisados. O Morgan vendeu apenas preferenciais e não um mix de preferenciais e ordinárias como previa o acordo original. As ações oferecem rendimento de 10%, mas o preço de conversão foi cortado em 19% para US$ 25,25, de US$ 31, para refletir o recente declínio dos papéis. As ações do Morgan Stanley estavam neste início de tarde em alta de 57%. As informações são da agência Dow Jones.

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