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Bolsas de Nova York devolvem boa parte dos ganhos fartos da véspera

SÃO PAULO - A forte retração das vendas no varejo dos Estados Unidos justificou a retomada da trajetória de baixa nas bolsas de Nova York hoje, após alta de mais de 6% ontem. De setembro para outubro houve recuo de 2,8% nas vendas, configurando o quarto mês seguido de baixa na atividade do comércio norte-americano.

Valor Online |

A sinalização foi reforçada pela queda do lucro da J.C. Penney e pelas previsões mais baixas da rede varejista.

O Dow Jones caiu 3,82%, para 8.497 pontos. O Standard & Poor´s 500 declinou 4,17%, para 873 pontos. O eletrônico Nasdaq fechou com 1.516 pontos, com desvalorização de 5% em relação ao pregão anterior.

Números ruins e previsões desanimadoras continuaram orientando as perdas em Wall Street. A cautela predominou na véspera das discussões do Grupo dos 20, em busca de soluções para reduzir as incertezas e evitar uma profunda retração da economia global.

Agentes ponderam que após a valorização de ontem, uma retração já era esperada. Também houve consenso entre analistas de que os comentários pessimistas de Ben Bernanke, presidente do federal Reserve, não ajudaram a melhorar o rumo em Nova York.

Segundo o dirigente, os esforços dos bancos centrais para ampliar a liquidez, bem como outras medidas tomadas pelas autoridades monetárias e governos, contribuíram para uma melhoria no funcionamento do mercado de crédito. No entanto, ele avalia que "os mercados financeiros continuam sob estresse severo".

Em conferência em Frankfurt, Bernanke afirmou que os desafios permanecem, haja visto a volatilidade dos mercados e os indicadores de desempenho econômicos. Ele reforçou ainda a idéia de trabalho conjunto dos bancos centrais para lidar com as interrupções no setor de crédito e devolver vigor à economia.

Pelo lado dos indicadores, o governos dos EUA divulgou queda histórica de 2,8% nas vendas no varejo do país em outubro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a baixa foi de 4,1%. Desconsiderando a queda com vendas de veículos (5,5%), o recuo no varejo foi de 2,2%. No mês de setembro, o setor já havia indicado retração de 1,3%, com recuo de 0,5% se descontada a variação de veículos.

As ações de varejistas não reagiram bem, inclusive com resultados que confirmaram os dados. Foi o caso da J.C. Penney, cujo lucro caiu pela metade e somou US$ 124 milhões no terceiro trimestre fiscal. As vendas da empresa americana caíram 8,7%, devido à redução dos gastos dos consumidores. As ações da empresa registraram baixa de 10,43% (US$ 17,27).

As previsões da terceira maior rede de lojas de departamento dos EUA para o lucro quarto trimestre ficaram entre US$ 0,90 e US$ 1,05, ante US$ 1,93 registrados um ano antes. A projeção de analistas estimavam ganho líquido entre US$ 1,28 e US$ 1,43 por ação no trimestre final do ano. Para as vendas, a companhia prevê queda de 7% a 9%.

Outras variações de peso vieram da Home Depot, com baixa de 7,74% (US$ 20,51). As ações da Intel caíram 7,76% (US$ 13,32) e os papéis do JP Morgan declinaram 7,02% (US$ 34,58).

O contraponto veio dos papéis da General Motors, que subiram 2,37% (US$ 3,02) em meio a discussões sobre o tipo de ajuda que o governo pode vir a dar para evitar que a montadora entre em concordata.

(Valor Online, com agências internacionais)

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