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Bolsas de Nova York desabam mais de 7% no final dos negócios

SÃO PAULO - O humor dos investidores azedou no final dos negócios e o índice Dow Jones, que vinha apresentando uma perda moderada ao longo do dia, fechou em baixa superior a 7%, abaixo dos 9 mil pontos. Desta vez, foram os setores de seguros e automobilístico que lideraram as perdas do dia e arrastaram o restante do mercado.

Redação com Valor Online |

Acordo Ortográfico Acabou hoje o período de suspensão de venda a descoberto de ações - operação com a qual é possível lucrar com a queda dos papéis.

O índice Dow Jones, que reúne as 30 ações mais negociadas em Nova York, fechou com queda de 7,30%, aos 8.579,19 pontos. O Standard & Poor´s 500 despencou 7,62%, para 909,92 pontos e o Nasdaq Composite cedeu 5,47%, para 1.645,12 pontos.

Entre as notícias que justificaram a forte queda das bolsas no fim do dia esteve o anúncio da agência de classificação de risco Standard & Poor`s de que que poderá rebaixar o rating da GM e da Ford, diante do "rápido enfraquecimento da maior parte do mercado global de automóveis, em conjunto com as condições desafiadoras dos mercados de capitais".

As ações da GM despencaram 31,11% (US$ 4,76), para o nível nível desde 1950 e os papéis da Ford cederam 21,8% (US$ 2,08).

As duas já possuem uma nota de crédito bem baixa, de "B-", e são grandes emissoras de dívida. Segundo relato de agências internacionais, um porta-voz da GM teria dito que pedir concordata "não era uma opção" para a empresa.

Segundo a S & P, as empresas possuem uma liquidez adequada para este ano, mas devem enfrentar dificuldades para rolar suas dívidas no ano que vem.

Também estiveram na mira dos vendedores hoje as ações das empresas do setor de seguros. A análise dos agentes é de que elas devem ter perdas significativas nos seus portfólios de investimento, o que deve obrigá-las a levantar capital neste momento de extrema falta de confiança. Os papéis da XL Capital desabaram 53,8%, para US$ 4,01, e as ações da Lincoln National Corp. declinaram 34,54%, para US$ 18,31.

Os papéis da AIG caíram mais 23,64%, para US$ 2,39, diante da notícia divulgada na noite de ontem de que a empresa teve que pedir um empréstimo adicional de US$ 37,2 bilhões para o Federal Reserve de Nova York, além dos US$ 85 bilhões que a empresa já havia obtido com o Fed.

Entre os bancos, o Morgan Stanley puxou a fila de baixa, com as ações caindo 25,89% (US$ 12,45). O papel reagiu à notícia de que o banco será processado por investidores por ter coordenado uma emissão de ações preferenciais do Lehman Brothers antes de a instituição pedir concordata e também por o banco ter dito não descartar a necessidade de buscar mais capital no mercado, além do aporte do banco japonês Mitsubishi UFJ, diante das condições adversas no mercado de crédito.

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