SÃO PAULO - As bolsas da Ásia registraram perdas nesta segunda-feira, em jornada em que os agentes avaliaram a decisão do governo chinês de aumentar a taxa do depósito compulsório, uma nova medida para evitar o avanço da inflação e o aumento dos preços dos imóveis. O banco central chinês definiu que a alíquota do depósito compulsório para a maioria dos bancos vai aumentar em 0,5 ponto percentual a partir do dia 10 deste mês.

É a terceira vez neste ano que a autoridade monetária amplia essa taxa. Os investidores avaliaram ainda o acordo dos ministros das Finanças da zona do euro para ativar o mecanismo de ajuda à Grécia, com o objetivo de tentar conter a crise da dívida daquele país e evitar que ela contamine o resto da Europa. Os europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI) vão contribuir com 110 bilhões de euros, cerca de US$ 146 bilhões, nos próximos três anos. Mas a notícia não foi suficiente para que as bolsas encerrassem a sessão no território positivo. Em Hong Kong, o Hang Seng teve retração de 1,4%, aos 20.811 pontos. Já o Kospi, de Seul, registrou declínio de 1,17%, para 1.721 pontos. Foi um dia com baixo volume de negócios na Ásia, uma vez que as bolsas de Tóquio e Xangai não funcionaram por conta de feriado. Os mercados na Tailândia e Filipinas também não abriram nesta segunda-feira. Entre os destaques de perda ficaram bancos como o Industrial & Commercial Bank of China e o China Construction Bank, que declinaram mais de 1% cada um. (Karin Sato | Valor, com agências internacionais)

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