As principais bolsas européias iniciaram a semana em baixa, pressionadas por incertezas sobre o plano de auxílio ao mercado financeiro elaborado pelos Estados Unidos. Em uma sessão de volumes pequenos, o foco europeu foi amplamente dirigido aos papéis de bancos e de instituições financeiras, em meio à nova configuração do Morgan Stanley e do Goldman Sachs em Wall Street.

Os dois bancos de investimentos serão transformados em holdings bancárias, o que permitirá às empresas acessar permanentemente a janela de redesconto do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e facilitar o acesso à fonte de recursos estáveis. No entanto, a mudança colocará ambas as instituições sob a supervisão dos reguladores bancários dos EUA, e não somente sob a fiscalização da Securities and Exchange Comission (SEC, a reguladora do mercado americano de capitais).

Frances Ellison, estrategista de investimentos da Threadneedle, disse que "definitivamente ainda não estamos fora de perigo. A situação no longo prazo consiste na desalavancagem de bancos e instituições financeiras para reduzir o tamanho dos balanços, o que deve pressionar os retornos de capital e gerar mais baixas contábeis, sem dúvida".

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, encerrou em queda de 1,41%, a 5.236,2 pontos. Os papéis de companhias financeiras encerraram predominantemente em queda. O HBOS caiu 6,07% e o HSBC recuou 5,76%, enquanto o Royal Bank of Scotland avançou 1,17%.

Em Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 2,34%, para 4.223,51 pontos, com ações de indústrias pesadas e orientadas ao mercado lideraram as perdas. A ArcelorMittal, no entanto, subiu 2,85%, recuperando-se de vendas recentes. O Carrefour perdeu 5,59%.

Em Frankfurt, o índice DAX terminou em baixa de 1,32%, cotado a 6.107,75 pontos. O declínio no DAX reflete, além do retrocesso no mercado de ações dos EUA, "uma normalização" em direção aos níveis que precederam o avanço da última sexta-feira (dia 19) - quando o índice subiu 5,56%. As ações ordinárias da Volkswagen avançaram 7,63%, enquanto as preferenciais recuaram 3,9%.

O índice IBEX-35, em Madri, fechou em queda de 1,98%, para 11.328,5 pontos. O setor bancário, que respondeu pela maior parte dos ganhos na sexta-feira, perdeu o fôlego hoje, com baixa de 7,64% nos papéis do banco Sabadell e de 3,91% nas ações do Santander. Já a Bolsa de Lisboa fechou em leve alta, de 0,04%. As informações são da Dow Jones.

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