As principais bolsas européias operam em forte queda na manhã de hoje, atingidas pelo pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers. Como já era de se esperar, o setor financeiro é o mais atingido, em todas as praças financeiras européias.

Por volta das 8 horas (de Brasília), as ações do Royal Bank of Scotland (RBS) despencavam 12% em Londres, enquanto as do Credit Agricole recuavam 11% em Paris. O alemão Deutsche Bank perdia 7,6% e o espanhol Santander, 4,2%. O italiano Unicredito Italiano caía 5,7%.

Mesmo os bancos suíços, que são muito mais capitalizados que os americanos e que fizeram baixas contábeis muito mais agressivas em seus portfólios de ativos arriscados, não estão imunes às perdas. Em Zurique, as ações do Credit Suisse caíam 8,3% e as do UBS despencavam 17%. Este último era prejudicado por uma reportagem divulgada ontem afirmando que a instituição financeira poderá ser obrigada a fazer mais baixas contábeis bilionárias no segundo semestre deste ano. O tamanho dessas baixas pode vir a público no início de outubro, quando o UBS irá promover uma assembléia geral extraordinária para aprovar a nomeação de novos membros para seu conselho.

Às 9 horas (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 4,46%, a de Paris perdia 5,2% e a de Frankfurt tinha queda de 3,93%.

Os mercados europeus também sentem o efeito da compra do Merrill Lynch pelo Bank of America (BofA), por cerca de US$ 50 bilhões (US$ 29 por ação), e estão de olho em notícias sobre a seguradora de bônus AIG. O jornal Wall Street Journal informou que a seguradora procurou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em busca de ajuda, pois precisa levantar US$ 40 bilhões adicionais para evitar um rebaixamento de sua nota de risco de crédito (rating).

Tendo em vista o ambiente turbulento, o Banco Central Europeu (BCE) disse que está monitorando as condições do mercado monetário e os sinais de turbulência. Os maiores bancos centrais da Europa injetaram recursos de curto prazo no sistema financeiro para acalmar o mercado interbancário, na esteira do acirramento da crise com os maiores bancos dos Estados Unidos. As informações são da Dow Jones.

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