As principais bolsas européias fecharam o pregão de hoje em alta, mas longe das máximas do dia, na medida em que foram pressionadas na hora fim de suas respectivas sessões pela queda expressiva nos índices de ações norte-americanos, que devolvem hoje parte dos ganhos de ontem. Na semana, os índices europeus acumularam quedas expressivas.

As bolsas subiram com a expectativa quanto a cortes mais agressivos nas taxas de juros da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda), agora que a região está tecnicamente em recessão, pela primeira vez em sua história. "Com o aprofundamento da recessão e da deflação, o Banco Central Europeu (BCE) deve responder com um relaxamento agressivo da política monetária", disse Marco Valli, economista do UniCredit Markets. "Esperamos um corte de 0,50 ponto percentual em dezembro (para 3%) e uma taxa de 2% até meados de 2009", afirmou.

A Eurostat, agência de estatísticas da União Européia (UE), informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do bloco europeu registrou contração pelo segundo trimestre consecutivo desde que a zona do euro foi estabelecida, em 1999. O PIB recuou 0,2% no terceiro trimestre deste ano, ante o segundo trimestre, mas subiu 0,7% ante o mesmo período do ano passado.
Além da expectativa de corte de juros, os mercados europeus tiveram um início muito positivo influenciados pelos fortes ganhos em Nova York ontem, quando as bolsas em Wall Street subiram mais de 6%. Depois, as bolsas européias saíram das máximas com o anúncio de uma queda recorde nas vendas do varejo nos Estados Unidos em outubro e o informe da Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, que reduziu suas expectativas para o quarto trimestre.

A Bolsa de Londres subiu 1,53% e fechou a 4.232,97 pontos; na semana, o mercado londrino acumulou queda de 3,02%. Em Paris, a Bolsa francesa avançou 0,67% e fechou a 3.291,47 pontos; na semana, o principal índice registrou uma desvalorização de 5,12%. Na Alemanha, a Bolsa de Frankfurt subiu 1,31% e fechou a 4.710,24 pontos; na semana, o índice alemão perdeu 4,62%.

Em Milão, o índice da Bolsa italiana subiu 2,04% e fechou a 20.831 pontos; na semana, o S&P/MIB registrou queda de 4,93%. Na Espanha, a Bolsa de Madri avançou 1,05% e fechou a 8.832,20 pontos; na semana, o índice acumulou queda de 5,47%. Em Lisboa, o índice português PSI-20 subiu 0,69% e fechou a 6.573,01 pontos; na semana, o PSI-20 recuou 1,44%.

Ações

As ações das petroleiras lideraram os ganhos, apesar da queda dos preços do petróleo. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai promover uma reunião especial no próximo dia 29, no Cairo, para discutir a queda dos preços do petróleo, segundo um porta-voz do cartel. British Petroleum (BP) subiu 3,61% e a francesa Total avançou 3,15%. A italiana ENI ganhou 5,56%.

Na Espanha, as ações da Telefónica subiram 2,9% na Bolsa de Madri depois que a companhia confirmou suas previsões para o ano, apesar da queda de 50% no lucro líquido do terceiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado. O resultado foi afetado por uma alta base de comparação uma vez que o dado do ano passado foi inflado por uma venda de ativos. As informações são da Dow Jones.

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