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Bolsas da Europa operam sem direção definida

As principais bolsas européias operam de forma mista na manhã de hoje - Londres sobe, Frankfurt cai e Paris alterna altos e baixos. Por volta das 9 horas (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,34%, a de Frankfurt caía 0,25% e a de Paris tinha leve baixa de 0,05%.

Agência Estado |

A elevação dos preços do petróleo - causada pela apreensão quanto aos possíveis estragos da tempestade tropical Gustav na infra-estrutura do Golfo do México - pressiona ações do setor automobilístico. No horário citado acima, as ações da Daimler e da BMW recuavam mais de 1% na Alemanha, enquanto o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em outubro subia 1,4% a US$ 119,80 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Outra notícia ruim para o setor de veículo veio da japonesa Toyota, que reduziu sua meta de vendas em todo o mundo em 2009 para 9,7 milhões de veículos. A meta anterior era de 10,4 milhões. O número inclui as vendas e produção de suas subsidiárias Daihatsu Motor e Hino Motors. Para a América do Norte, a meta de vendas para 2009 foi reduzida de 3,1 milhões para 2,7 milhões de unidades. No mês passado, o grupo já havia reduzido sua meta de vendas globais para 2008, de 9,85 milhões para 9,50 milhões de unidades.

Apesar do corte de projeções, as ações da montadora fecharam em alta de 0,21% na Bolsa de Tóquio, depois de passarem boa parte do pregão em baixa. Ontem o papel caiu 2,86% e, no acumulado das últimas 52 semanas, a Toyota está em baixa de 27%.

O setor financeiro também trouxe notícias ruins esta manhã. A empresa de concessão de crédito francesa Natixis perdia 7,73% em Paris, após anunciar que obteve prejuízo de 948 milhões de euros (US$ 1,4 bilhão) no primeiro semestre deste ano, saindo do lucro líquido de 1,57 bilhão de euros de igual período do ano passado. O resultado do grupo foi corroído por uma baixa contábil de 1,5 bilhão de euros.

A seguradora Swiss Life perdia em torno de 10%, depois de afirmar que, por causa da debilidade dos mercados de bônus e ações, não conseguirá atingir suas metas financeiras para este ano. O grupo anunciou um salto de 158% de seu lucro no primeiro semestre, para 1,64 bilhão de francos suíços (US$ 1,49 bilhão), de 635 milhões de francos de igual período do ano passado. O resultado, no entanto, não impressionou os analistas, que em média previam lucro de 1,85 bilhão de francos.

Nem tudo, no entanto, era negativo no setor financeiro. Credit Agricole, por exemplo, ganhava mais de 7%, apesar de ter anunciado uma queda de 94% de seu lucro no segundo trimestre deste ano, para 76 milhões de euros, de 1,29 bilhão de euros de igual período do ano passado. Os investidores preferem olhar para a baixa contábil menor que a esperada de 1,34 bilhão de euros relacionada a seguradoras de bônus e à crise do crédito. A expectativa do mercado é que, com isso, as baixas tenham chegado ao fim.

O desempenho do Credit Agricole contribui para a valorização de papéis de bancos em Londres. HBOS e Royal Bank of Scotland subiam mais de 4%, ajudados também pelo fato de que alguns investidores já consideram que esses papéis estariam subvalorizados.

Fora desses setores, a varejista holandesa Ahold perdia mais de 4% em Amsterdã, depois de anunciar que seu lucro líquido caiu 85% no segundo trimestre deste ano em comparação com igual período do ano passado, para 338 milhões de euros (US$ 498,6 milhões). As informações são da Dow Jones.

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