As principais Bolsas da Europa firmaram-se no terreno positivo, assim como os índices futuros dos mercados em Nova York, depois que o Departamento de Comércio americano revisou o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos para crescimento de 3,3% no segundo trimestre deste ano, acima da estimativa preliminar de 1,9% e da alta de 2,7% esperada por economistas. O dólar chegou a ampliar o avanço ante o euro, mas a alta do petróleo limita a reação.

Por volta das 10h25 (de Brasília), o índice futuro do Nasdaq 100 subia 0,57% e futuro do S&P 500 tinha alta de 0,62%. Na Europa, a Bolsa de Londres avançava 1,22%, a de Paris ganhava 1,54% e a de Frankfurt elevava 1,16%. No mesmo horário, o euro exibia leve ganhos de 0,05% a US$ 1,48, enquanto o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em outubro subia 1,67% a US$ 120,15 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).
Segundo o estrategista de juro do banco suíço Credit Suisse, Carl Lantz, alguns investidores ponderam o fato de que boa parte da revisão no PIB dos EUA está relacionada ao comércio e não deve ser sustentada diante do ambiente de desaceleração da economia global.

No caso das bolsas, o economista James Knightley, do ING Financial Markets, observou que, ainda que o PIB americano tenha crescido mais do que o estimado, os lucros das empresas caíram em comparação anual, "o que sugere um ambiente corporativo muito difícil". O lucro das companhias dos EUA declinou 5,9% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado. Knightley espera que os PIBs do terceiro e quarto trimestres nos EUA sejam mais fracos e possivelmente negativos. As informações são da Dow Jones .

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