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Bolsas da Europa fecham sem direção definida

As principais bolsas européias encerraram o pregão de hoje em direções diferentes, com Londres e Paris invertendo a queda registrada pela manhã e fechando em alta, enquanto Frankfurt e Madri terminaram em território negativo. De acordo com corretores, os resultados fracos de algumas empresas, como a montadora alemã Daimler, pressionaram as ações e enfatizaram os efeitos de uma recessão econômica mundial.

Agência Estado |

Stephen Docherty, diretor mundial de mercado de ações da Aberdeen Asset Managers, disse que os investidores devem buscar oportunidades em meio à volatilidade nos preços de ações. "Conforme o crescimento mundial perde o fôlego, as expectativas de lucro continuarão sendo revisadas para baixo e isto resultará em algumas oportunidades de compra atraentes para os investidores com horizonte de longo prazo."

A fabricante de automóveis alemã Daimler caiu 1,26% na Bolsa de Frankfurt após emitir o segundo alerta de lucros deste ano, em razão da piora das condições dos mercados financeiros e automobilístico. Além disso, no balanço do terceiro trimestre de 2008, a companhia mostrou que os ganhos antes de juros e impostos (Ebit) despencaram 66% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita no terceiro trimestre teve queda de 7%. Nos últimos seis meses, as ações da Daimler perderam cerca de 51% do valor.

Outras montadoras seguiram o rastro da Daimler e também recuaram. Em Paris, a Renault caiu 7,15%, enquanto a Fiat perdeu 1,5% em Milão.

Entre os bancos, o Credit Suisse divulgou prejuízo líquido no terceiro trimestre e recuou 4,2%. O banco confirmou baixas contábeis de 2,43 bilhões de francos suíços (US$ 2,09 bilhões), assim como perdas de 1,7 bilhão de francos suíços (US$ 1,46 bilhão) em outras negociações. A unidade de derivativos teve um prejuízo de 3,23 bilhões de francos suíços (US$ 2,78 bilhões) - sem levar em consideração os impostos - prejudicada parcialmente pela proibição das vendas a descoberto.

Também no setor bancário, o Swedbank caiu 9,5%. A confirmação de que o banco estaria em negociações para elevar capital, comentário que vinha circulando entre os investidores, foi confirmado hoje pelo diretor-executivo, Jan Liden. Além disso, o lucro líquido também caiu. Entre outros bancos suíços que divulgaram redução nos lucros, o sueco Skandinaviska Enskilda Banken perdeu 9,5% e o Nordea Bank manteve-se estável.

As ações da Nestlé, que subiram 3,4%, foram o destaque do dia. A empresa divulgou números acima da expectativa para os meses de janeiro a setembro deste ano e anunciou que ainda pretende fazer pequenas aquisições. Em Londres, outros produtores de alimentos também fecharam em alta. A Cadbury avançou 0,99% e a Unilever 3,68%.

Bolsas

A Bolsa de Londres, terminou em alta de 1,16%, a 4.087,83 pontos, voltando ao território positivo no fim da sessão. O destaque ficou com as petrolíferas, ante a expectativa de decisão de corte na produção de petróleo pelo Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). BP subiu 5,03% e a Royal Dutch Shell, 5,64%. Já as ações de mineradoras caíram, em meio ao temor renovado de queda na demanda mundial por metais devido à recessão econômica. A Xstrata caiu 8,99% e a Rio Tinto 6,24%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, avançou 0,38%, para 3,310.87 pontos. A Essilor subiu 14,19% após a divulgação dos resultados no terceiro trimestre dispersar os temores sobre as vendas nos EUA.

Já a Bolsa de Frankfurt terminou em queda de 1,12%, a 4.519,70 pontos. A Metro lidera as perdas, recuando 12,35%, em meio a diversos comentários negativos de analistas, sobre a companhia. A Lufthansa perdeu 3,62% após uma autoridade austríaca ter confirmado a companhia alemã como única interessada em comprar a Austrian Airlines em um leilão.

Na Bolsa de Madri, o índice IBEX-35 recuou 2,05%, para 8.811,20 pontos. A Acciona teve a queda mais acentuada do dia, para 9,49%, seguida pela Sacyr, que perdeu 8,99%, devido à diminuição do valor da participação da companhia na Repsol. As ações da Repsol, que ontem haviam despencado mais de 15% em virtude de sua exposição na Argentina, caíram mais 2,79%. Os bancos espanhóis também foram atingidos em cheio pelo sentimento negativo. O BBVA caiu 3,96% e o Santander 4,78%. As informações são da Dow Jones.

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