Os principais mercados de ações da Europa fecharam em baixa, com algumas bolsas renovando a mínima do ano, como Londres e Frankfurt, enquanto Madri fechou no nível mais baixo desde final de 2003. Foi outra semana imensamente desapontadora para os mercados de ações, com a queda na confiança levando a uma forte queda dos preços, observou Paul Webb, trader da CMC Markets.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 129,31 pontos, ou 3,22%, e fechou com 3.889,06 pontos, nova mínima do ano. Segundo operadores, ao romper a mínima do ano, o FT-100 está posicionado para flertar com as mínimas de 2008. Na semana, o índice acumulou uma desvalorização de 7,17%.

Em Paris, o índice CAC-40 caiu 122,05 pontos, ou 4,25%, e fechou com 2.750,55 pontos; na semana, o índice registrou uma perda de 8,25%. Em Frankfurt, o índice Xetra-Dax recuou 200,55 pontos, ou 4,76%, e fechou com 4.014,66 pontos - nova mínima do ano; na semana, o índice acumulou uma queda de 9,03%.

As ações dos bancos despencaram em meio aos temores de que será preciso uma ampla estatização do setor bancário dos EUA. "O mesmo temor tem estado presente no Reino Unido, mas o vento gélido que sopra dos EUA ajudou o setor bancário britânico a registrar outra semana ruim", disse Mark Priest, operador sênior da ETX Capital.

Em Londres, as ações do Royal Bank of Scotland caíram 11,47%, as do HSBC recuaram 4,17% e as do Barclays fecharam em baixa de 5.8%. Em Frankfurt, Hypo Real Estate perdeu 19%, Deutsche Bank recuou 9,58% e Allianz cedeu 8,98%; em Zurique, UBS caiu 14,06% e Credit Suisse recuou 5,63%; em Paris, BNP Paribas declinou 4,82% e Société Générale caiu 6,87%. Em Madri, Santander perdeu 5,38% e BBVA cedeu 6,43%.

Em Milão, além dos problemas dos bancos americanos, também pesou sobre o setor a exposição das instituições à dívida da Europa Central e Oriental, segundo operadores. As ações da Intesa Sanpaolo fecharam em baixa de 15,36% depois de terem sido suspensos por excesso de perdas. As ações do Banco Popolare caíram 11,80% e as da UniCredit recuaram 8,66%.

As ações das montadoras também caíram de forma acentuada, pressionadas pelas preocupações relacionadas ao futuro da Saab, unidade da General Motors na Suécia, que pediu proteção judicial contra credores, para que possa reorganizar suas operações. A Saab anunciou ainda que buscará sua independência total da GM. As ações da Renault caíram 5,78%, as da Daimler recuaram 6,79% e as da Volkswagen fecharam em baixa de 4,66%.

Entre as empresas que divulgaram balanços nesta sexta-feira, as ações da Anglo American caíram 16,91%, depois de a mineradora ter registrado uma queda de 29% no lucro líquido em 2008.

Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 272,30 pontos, ou 3,46%, e fechou com 7.603,60 pontos, nível mais baixo desde final de 2003, com os investidores fugindo de tudo que fosse percebido como de risco. As blue chips (ações de primeira linha) no geral registraram baixas acentuadas: Ferrovial caiu 7,65% e Repsol perdeu 6,91%. Na semana, o Ibex-35 registrou uma desvalorização de 8,01%.

Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 971 pontos, ou 5,88%, e fechou com 15.530 pontos; na semana, o índice acumulou uma queda de 12,41%; em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 135,77 pontos, ou 2,21%, e fechou com 6.021,44 pontos; na semana, o índice registrou uma desvalorização de 6,70%. As informações são da Dow Jones.

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