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Bolsas da Europa fecham no menor nível desde 2004

As principais bolsas européias terminaram o dia em queda, com alguns índices atingindo níveis registrados pela última vez em 2004, em meio a temores sobre o setor financeiro e o receio de uma recessão econômica em escala mundial. A aprovação do pacote de auxílio ao mercado financeiro pela Câmara dos Representantes dos EUA não animou o mercado.

Agência Estado |

Os investidores questionam como o plano será implementado e qual será a eficácia das medidas para proteger a economia de uma recessão.

Neste fim de semana, os líderes europeus prometeram restaurar a confiança nos mercados e proteger os bancos da União Européia, mas não conseguiram formular uma proposta conjunta dos países do bloco para combater a crise. "Os problemas no setor bancário europeu estão comprovadamente começando a superar os das instituições financeiras norte-americanas", disse Philip Shaw, economista da Investec Securities em Londres. "Esperamos agora por um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros do comitê de política monetária (do Banco da Inglaterra) na quinta-feira."

Operadores disseram que os investidores contam com a possibilidade de um corte de juros para aliviar a tensão nos mercados financeiros. "O crescimento mais fraco, aliado às perspectivas de inflação finalmente menores do que a meta de 2% do Banco Central Europeu, deve levar a instituição a reduzir as taxas de juros em dezembro deste ano, em vez de março de 2009", disse Brian Hilliard, do Société Générale em Londres.

No mercado de ações, a agência hipotecária alemã Hypo Real Estate Holding recuou 37,42% em Frankfurt, pressionada por temores de que um financiamento de US$ 50 bilhões acertado durante o final de semana não seja suficiente para cobrir as necessidades de liquidez do grupo.

Em Paris, o BNP Paribas sofreu declínio de 5,39% após confirmar que assumirá as operações do Fortis na Bélgica em um acordo mediado pelo governo do país. Desta forma, o banco se transformará na maior empresa bancária do setor privado na zona do euro. Ainda em relação aos bancos, o italiano Unicredit divulgou que lançará um plano de emergência para levantar capital de US$ 3 bilhões. As ações caíram 5,48% em Milão.

A idéia de que a recessão econômica poderia diminuir a demanda por commodities também prejudicou as ações das mineradoras. Analistas do banco UBS deixaram o setor ainda mais preocupado ao divulgarem um prognóstico mais pessimista para 2009 e 2010, prevendo que o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve ser de apenas 2,2% em 2009. "É difícil encontrar um suporte no quarto trimestre para o setor de mineração e suspeitamos que ele permanecerá altamente volátil", disseram os analistas do UBS.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 391,06 pontos, ou 7,85%, para 4.589,1 pontos, menor nível em quatro anos. O índice chegou a recuar 8,6% durante o dia, queda mais acentuada desde a segunda-feira negra de 1987. As ações do Royal Bank of Scotland caíram 20,46% e o banco HBOS recuou 19,80%. Entre as mineradoras, a Rio Tinto perdeu 15,01% e a BHP Billiton, 9,86%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, terminou em baixa de 368,77 pontos, ou 9,04%, para 3.711,98 pontos, menor patamar desde novembro de 2004. O Société Générale recuou 11,83%, o Crédit Agricole, 10,04%, e o Dexia, 20,29%. Em Frankfurt, o índice DAX encerrou em queda de 410,02 pontos, ou 7,07%, para 5387,01 pontos. O Commerzbank caiu 16,08% e o Deutsche Bank perdeu 9,72%. A Volkswagen subiu 5,24%. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, perdeu 692,50 pontos, ou 6,06%, para 10.726 pontos. As informações são da Dow Jones.

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