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Bolsas da Europa fecham em queda acentuada com bancos

As principais bolsas européias encerraram o pregão de hoje em forte queda, com investidores receosos de que o pacote de US$ 700 bilhões dos Estados Unidos não diminuirá o aperto nos empréstimos interbancários nem a pressão dos resgates de instituições financeiras no continente europeu. O noticiário do dia na Europa acendeu a luz vermelha para os bancos da região.

Agência Estado |

O banco belgo-holandês Fortis recebeu ontem socorro de 11,2 bilhões de euros (US$ 16,074 bilhões) dos governos da Bélgica, de Luxemburgo e da Holanda (Benelux), o que, segundo um operador em Londres, é um sinal de que a "crise de oferta de crédito bateu à porta dos europeus". As ações do Fortis caíram 23,55% em Amsterdã.

O britânico Bradford & Bingley (B&B) também precisou de auxílio. A base de depósito e a rede de agências do banco foram comprados pelo banco espanhol Santander, enquanto o restante das operações serão controladas pelo governo britânico.

Na Islândia, o governo adquiriu uma participação de 75% no Glitner hf, terceiro maior banco do país, após o financiamento de curto prazo da instituição ter se deteriorado rapidamente por causa do aperto no crédito interbancário.

O banco alemão Hypo Real Estate, que estava vulnerável ao congelamento dos empréstimos bancários, obteve de um consórcio de bancos do país créditos "suficientes" para prosseguir suas atividades. As ações caíram 74%.

"A indústria financeira daqui para frente será menor e menos lucrativa" como resultado de uma reestruturação massiva e da regulamentação mais severa após a crise, disse Jeff Arricale, gerente de carteiras de investimento da T. Rowe Price Financial Services Strategy.

Bolsas

Na Inglaterra, o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, terminou em queda de 5,3%, na mínima do dia, a 4.818,7 pontos. Segundo Paul Webb, trader da CMC Markets, além das incertezas sobre a eficácia do pacote dos EUA, o índice também foi influenciado pela queda nos preços das matérias-primas (commodities). No setor de mineração, a BHP Billiton recuou 10,01%, a Rio Tinto 10,66% e a Xstrata 17,47%. No lado dos bancos, o Barclays caiu 8,80% e o Royal Bank of Scotland 16,83%

Na França, a Bolsa de Paris perdeu 5,04%, e também fechou na mínima, a 3.953,48 pontos. O Crédit Agricole recuou 9,72%, o Société Générale 6,40%. O conselho da Dexia, que caiu 28,50%, deve se reunir ainda hoje para discutir a queda livre dos preços. De acordo com operadores, a ArcelorMittal, que teve declínio de 12,25%, foi atingida pelo pessimismo dos investidores em relação aos preços do aço.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, recuou 4,23%, para 5.807,08 pontos, pouco acima da mínima deste ano, de 5.802 pontos. O Commerzbank terminou em queda de 24,01%, o Postbank perdeu 23,88%, o Deutsche Bank 7,74% e o Allianz 7,33%.

Em Madri, o índice da Bolsa da Espanha encerrou em baixa de 3,88%, para 10.945,70. As empresas que sofreram as perdas mais acentuadas foram as do setor de energias renováveis. A Iberdrola Renovables caiu 11,17%, a Gamesa 8,09% e a Abengoa 8,41%. A Repsol recuou 5,20%, pressionada pela queda nos preços do petróleo. Entre os bancos, o BBVA perdeu 4,06%, o Banco Popular 5.75% e o Santander 4.21%. Em Portugal, a Bolsa de Lisboa recuou 3,71% e também fechou na mínima, a 7.885 pontos. As informações são da Dow Jones.

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