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Bolsas da Europa fecham em forte baixa, de cerca de 5%

As principais bolsas européias encerraram o pregão de hoje novamente em baixa, com o temor de que os esforços para recuperar o setor bancário não impedirão uma prolongada desaceleração econômica global. Operadores disseram que a percepção geral é a de que, apesar do esforço coordenado entre Europa e Estados Unidos para ajudar a socorrer os bancos, a economia global precisará de cuidados intensivos por algum tempo.

Agência Estado |

"O apoio em massa do governo para evitar um risco sistêmico no setor financeiro é claramente necessário, mas não parece ser suficiente para diminuir a preocupação do mercado quanto à contração da economia mundial", disseram estrategistas do Société Générale.
Os dados sobre a economia americana divulgados hoje também pressionaram os mercados europeus. A produção industrial dos EUA caiu 2,8% em setembro, a retração mais acentuada em 34 anos, em conseqüência, em parte, dos dois furacões que atingiram a costa dos EUA no mês passado.

A Bolsa de Londres encerrou a sessão com queda de 5,35%. A Bolsa de Frankfurt terminou em baixa de 4,91%, a Bolsa de Madri perdeu 4,11% e a Bolsa de Paris recuou 5,92%. Em Lisboa, o índice PIS-20 recuou 5,08% para 6.652 pontos.

Ações

Ações de mineradoras e petroleiras foram os destaques entre as quedas, diante das perspectivas de retração no consumo de combustível e metais. "A perspectiva para o crescimento econômico global é negativa e os mercados estão cada vez mais focados nesse fator", disse Paul Mortimer-Lee, economista do banco BNP Paribas.

As ações das mineradoras Lonmim, Anglo American e ArcelorMittal foram destaques negativos do dia. Os papéis das petroleiras também tiveram recuo expressivo com a queda forte dos preços do petróleo, que chegou a ser negociado abaixo de US$ 70 o barril em Nova York, com destaques para a francesa Total, a italiana ENI e a britânica BP.

No setor de tecnologia, a Nokia, maior fabricante mundial de celulares, informou queda de 30% no lucro líquido do terceiro trimestre por conta da concorrência e da retração econômica mundial. A companhia, contudo, disse estar bem posicionada para enfrentar a desaceleração econômica. As ações da empresa caíram 4,16% na Bolsa de Helsinque, Finlândia.

A fabricante de equipamentos industriais sueca SKF reportou um aumento de 7,5% no lucro líquido do terceiro trimestre, resultado melhor que o esperado, que a empresa credita ao aumento das vendas na Europa e Ásia, apesar da retração econômica. As ações da empresa, contudo, recuaram 1,75% na Bolsa de Estocolmo.

Os bancos continuam no foco das preocupações dos governos. O governo e o banco central da Suíça mobilizaram-se hoje para apoiar o banco suíço UBS com uma injeção de 6 bilhões de francos suíços (US$ 5,23 bilhões), além de assumirem US$ 60 bilhões em papéis de risco. Em troca, o governo suíço ficará com uma participação de 9% no UBS.

Separadamente, o Credit Suisse anunciou ter levantado 10 bilhões de francos suíços (US$ 8,76 bilhões) para cumprir os parâmetros mais exigentes de capital e de risco a serem estabelecidos pelos órgãos reguladores. As ações do UBS caíram 4,93% e as do Credit Suisse perderam 0,87% na Bolsa de Zurique, que cedeu 3,26%, a 5.718 pontos. As informações são da Dow Jones.

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