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Bolsas da Europa fecham em baixa puxadas por bancos

As principais bolsas europeias terminaram o dia em queda, diante de receios em relação ao setor bancário. Também houve pressão da leitura fraca sobre a produção industrial na zona do euro e de um declínio mais acentuado do que a expectativa do mercado nas vendas do varejo norte-americanas em dezembro.

Agência Estado |

O índice de ações pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 recuou 4,4%, para 192,87 pontos, maior queda em um único dia para o índice desde o início do ano. Em termos de mercados locais, o índice FT-100 caiu 218,51 pontos, ou 4,97%, e fechou com 4.180,64 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 145,89 pontos, ou 4,56%, e fechou com 3.052,00 pontos; em Frankfurt, o índice DAX-30 teve declínio de 214,59 pontos, ou 4,63%, e fechou com 4.422,35 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 caiu 364,60 pontos, ou 4,03%, e fechou com 8.692,70 pontos; em Milão, o índice S&P/MIB recuou 658 pontos, ou 3,27%, e fechou com 19.462 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 perdeu 217,10 pontos, ou 3,34%, e fechou com 6.278,14 pontos.

"Acreditamos que este ano será muito difícil para as empresas e consumidores. Há riscos significativos de que a recessão se estenda até 2010", de acordo com Jean-Michel Six, economista-chefe para a Europa da Standard & Poor's Equity Research.

As ações ampliaram as perdas após a divulgação de uma queda de 2,7% nas vendas no varejo dos EUA em dezembro. Também pesou a produção industrial dos 15 países da zona do euro, que caiu 1,6% em novembro ante outubro e 7,7% em comparação ao mesmo período em 2007, de acordo com a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia (UE). Analistas esperavam declínio mensal de 2,1% e queda de 6,7% na comparação anual.

Os bancos tiveram o pior desempenho do dia, atingidos pelos receios a respeito dos lucros e do capital de alguns dos principais nomes do setor. As ações do HSBC Holdings, maior banco europeu em termos de capitalização de mercado, caíram 8,01%. Analistas do Morgan Stanley disseram que o HSBC precisa levantar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões em capital e reduzir seu dividendo pela metade.

Os papéis do Deutsche Bank recuaram 9% depois de o banco anunciar que deve ter um prejuízo de aproximadamente 4,8 bilhões de euros no quarto trimestre de 2008. O Deutsche Bank também reestruturou um acordo para adquirir uma participação de 62,3% no Deutsche Postbank do Deutsche Post por 4,9 bilhões de euros. As ações do Deutsche Postbank caíram 17,42%, enquanto as do Deutsche Post perderam 2,47%.

Em Londres, as ações do Barclays recuaram 14,35% em meio a comentários de que o banco cortará mais de 4 mil funcionários. Ontem, uma fonte do Barclays disse que o banco pretendia demitir 2.100 empregados das unidades de gestão de investimentos. Segundo uma porta-voz, há possibilidade de mais 2.100 cortes nas unidades comerciais e de varejo commercial.

As ações do Banco Santander, que tiveram a classificação reduzida de "neutro" para "vender" pelo UBS, caíram 7,72%.

"Um dos principais fatores que surgirão em 2009 serão os defaults corporativos e comerciais", avaliou Derek Chambers, estrategista do setor financeiro da Standard & Poor's Equity Research. "O pano de fundo é desolador. As pessoas procuraram abrigo no setor bancário e perceberam que não existem abrigos", disse Chambers.

Ainda no setor financeiro, as ações do Man Group recuaram 6,77% depois de a instituição ter divulgado um declínio no total de fundos gerenciados para US$ 53,3 bilhões no final de 2008, em comparação a US$ 67,6 bilhões no final do terceiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

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