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Bolsas da Europa fecham em baixa com temor de recessão

As principais bolsas européias terminaram o pregão de hoje em baixa, pressionadas pela fraqueza no setor de mineração, que caiu em meio a perspectiva de diminuição na demanda por matérias-primas (commodities) e pela idéia de que a economia mundial ainda precisa de cuidados intensos, apesar dos pacotes de auxílio aos bancos. Agora que as autoridades resgataram os bancos e as instituições financeiras, os investidores voltaram a se preocupar com a economia real, disse Jeremy Batstone-Carr, chefe de pesquisas da Charles Stanley Stockbrokers em Londres.

Agência Estado |

"A indisponibilidade de crédito significa que os setores e as ações que nos levaram à turbulência definitivamente não serão aqueles que vão nos tirar dela."

Os dados econômicos divulgados hoje também contribuíram para pressionar os mercados europeus para baixo. No Reino Unido, dados do Departamento Nacional de Estatísticas mostram que o número de pessoas desempregadas sofreu o maior aumento em 17 anos no período de junho a agosto. Nos Estados Unidos, as vendas no varejo tiveram o maior declínio em três anos no mês de setembro e a unidade distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgou que o índice de atividade econômica da região caiu mais de 17 pontos em outubro, atingindo um nível recorde de baixa.

"A questão não é mais se os EUA, o Reino Unido ou partes da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) entrarão em recessão, e sim qual será a profundidade dela", disse David Evans, analista de mercado da BetOnMarkets.com.

Ações

As ações das mineradoras foram especialmente prejudicadas pelo prognóstico de desaquecimento da economia mundial, que pode diminuir a demanda por commodities. Em Londres, a Rio Tinto caiu 16,60%, após anunciar que a crise financeira obrigará a companhia a se desfazer de US$ 10 bilhões em ativos este ano, além de rever os investimentos e reduzir a produção de alumínio. As ações da Xstrata caíram 19,60%, enquanto a siderúrgica ArcelorMittal recuou 13,67% em Paris.

As ações das montadoras encerraram em queda após dados divulgados pela Associação Européia de Fabricantes de Automóveis mostrar que os registros de carros novos de passeio caiu 8,2% em setembro na Europa, ante o mesmo período do ano passado. Em Paris, as ações da Renault caíram 12,75%, enquanto em Frankfurt os papéis da Daimler perderam 10,04%.

Com isso, o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, terminou em queda de 7,16%, a 4.079 pontos. Entre as mineradoras, a BHP Billiton caiu 14,95%, enquanto nas empresas petrolíferas a BP perdeu 7,27% e a Royal Dutch Shell 7,17%.

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 6,49%, a 4.861,63 pontos, bastante abaixo da barreira psicológica dos 5 mil pontos. A Siemens caiu 14% e o conglomerado industrial ThyssenKrupp perdeu 11,32%, após dizer que a crise financeira mundial está prejudicando os negócios de aço inoxidável. A Volkswagen continuou subindo e encerrou o pregão em alta de 11,03%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, recuou 6,82%, para 3.381,07 pontos. As ações da Saint-Gobain perderam 14,69% e as da Schneider 15%.

Em Madri, o índice IBEX-35 fechou em baixa de 5,06%, a 9.706,8 pontos. A Gamesa liderou as perdas da sessão, recuando 9,72%, seguida pela Abengoa, com perda de 9,62%. A Bolsa de Lisboa, em Portugal, perdeu 3,06%, a 7.008 pontos. As informações são da Dow Jones.

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