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Bolsas da Europa fecham em baixa com dados ruins

As principais bolsas europeias fecharam em baixa, com o setor de recursos básicos liderando as perdas diante das crescentes preocupações econômicas. Além disso, a confiança do consumidor na zona do euro está no nível mais fraco desde o início da pesquisa e os dados negativos das companhias de varejo norte-americanas também pesaram na Europa.

Agência Estado |

"Os EUA e a Europa estarão em recessão durante grande parte de 2009", observou a equipe de estrategistas de ações do ING. "Suspeitamos que 2009 será de operações laterais e voláteis."

Entre os principais declínios, as ações da companhia de seguros alemã Allianz caíram 5,43%, pressionadas pelas notícias de que o Commerzbank precisa de 10 bilhões de euros em capital novo do fundo de estabilização do governo da Alemanha para cobrir riscos associados com a aquisição do Dresdner Bank da Allianz. As ações do Commerzbank fecharam em baixa de 13,79%.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 2,14 pontos, ou 0,05%, e fechou com 4.505,37 pontos, com o mercado mostrando pouca reação ao esperado corte de 0,50 ponto porcentual na taxa de juro básica pelo Banco da Inglaterra (BoE), embora o movimento signifique que a taxa agora, de 1,50%, está em seu nível histórico mais baixo.

Em Paris, o índice CAC-40 caiu 21,76 pontos, ou 0,65%, e fechou com 3.324,33 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 recuou 57,56 pontos, ou 1,17%, e fechou com 4.879,91 pontos.

As ações do setor financeiro ficaram sob pressão de baixa, com destaque para as espanholas BBVA e Santander, que caíram 2,00% e 2,10%, respectivamente em Madri. A taxa de desemprego na Espanha saltou para 13,4% em novembro, de 12,8% em novembro, segundo dados da Eurostat. Na zona do euro, a taxa de desemprego subiu para 7,8% em novembro, de 7,7% em outubro.

Analistas da Keefe Bruyette & Woods disseram que a taxa de desemprego na Espanha vai subir para entre 15% e 17% em 2009, o que vai pressionar ainda mais a qualidade de crédito dos bancos espanhóis. A corretora cortou sua estimativa de lucro tanto para o BBVA quanto para o Santander em 9% em 2009 e 14% em 2010.

Na contramão, as ações do britânico Royal Bank of Scotland subiram 3,27% em reação à informação de que o banco está considerando vender sua participação de 2 bilhões de libras esterlinas no Bank of China. "Esperamos que (essa participação) seja vendida durante o primeiro semestre de 2009. Qualquer venda, em nossa avaliação, será positiva para o RBS", disseram analistas do Macquarie Securities, observando que os ganhos realizados da venda vão somar cerca de 5% da capitalização de mercado atual do RBS.

As ações de companhias mineradoras e recursos básicos deram continuidade ao movimento de baixa acentuada iniciado na quarta-feira, quando um fraco relatório do mercado de emprego novamente traçou um cenário deprimente para a economia dos EUA. Os preços do petróleo também seguem em baixa nesta quinta-feira, com os contratos caindo para abaixo de US$ 42 por barril em Nova York.

Em Londres, as ações da Anglo American caíram 5,91%, enquanto as da Xstrata recuaram 3,14%. As ações da Rio Tinto fecharam em baixa de 4,53%, depois que a companhia observou uma demanda mais fraca do setor de siderurgia e disse que vai cortar a produção em 15% na sua mina de coque de carvão na Austrália. Em Paris, as ações da siderúrgica caíram 1,49%.

"Uma vez que as companhias estão reduzindo a produção, sua rentabilidade vai declinar. O grosso das estimativas de lucro para 2009 provavelmente ainda está muito alta", observou Charles Kernot, analista do setor de mineração da Evolution Securities.

Em Madri, o índice Ibex-35 caiu 100,50 pontos, ou 1,05%, e fechou a 9.469,50 pontos; em Milão, o índice S&P/MIB subiu 24 pontos, ou 0,02%, e fechou com 20.630 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 86,11 pontos, ou 1,29%, e fechou com 6.607,36 pontos. As informações são da Dow Jones.

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